Author Archives: Cláudio Almeida

O comentador que puxa tudo para a política

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Sabem aquelas pessoas que, qualquer que seja o assunto, comentam sempre com uma analogia-laracha ao Governo e à crise? Sim, eu sei. A mim também me enchem o coração com a sua vasta panóplia de inesperadas oh-lá-vem-a-mesma-porra-de-sempre tiradas.

Ora como eu sei que vocês têm dificuldade em viver sem estes Sou-O-Professor-Marcelo-Do-Facebook, e como muitos deles estão de ressaca de Carnaval, resolvi matar-vos esse sentimento de solidão online.

Ou isso ou estou a preparar um Curriculum Vitae para o Correio da Manhã. Isto, com a crise, nunca se sabe. [Pum! Já estou a entrar na personagem.]

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“Vírus gigante, inativo durante 30 mil anos, renasce na Sibéria (vídeos)”
Nós também temos um vírus que ressuscitou: o Relvas!

“Acordo verbal travou Miguel Rosa”
Estes, ao contrário do nosso Governo, ainda cumprem o que prometeram!

“Festejos do Carnaval terminam”
A não ser na Assembleia, onde a ramboia continua!

“Filme com Diogo Morgado sobre vida de Jesus foi o segundo mais visto nos Estados Unidos”
Não sei qual é a euforia para ver um português a ser crucificado. O Passos Coelho faz dez milhões de filmes desses todos os dias! Lololololol [o comentador político costuma acabar com expressões que façam os outros perceberem que este comentário era suposto ter piada]

“Para deduzir 237,5 euros no IRS é preciso ter três ou mais filhos”
Bem, então a Assembleia vai deduzir um dinheirão: tem lá 230 filhos da ****! [o comentador político é normalmente dotado de grande eloquência]

“Camisola da seleção tem listas negras”
É normal, somos governados pelos irmãos Metralha!

“Combustíveis em queda”
Dez cêntimos é “em queda”?! Então metam máscaras de oxigénio aos reformados, que as pensões estão em despressurização!!! :) [aqui o sorriso é merecido, porque nota-se que o comentador político foi ao Google ver o que era “despressurização”, logo já consultou mais fontes para um comentário do que muitos jornalistas para fazerem o artigo]

“Paulo Fonseca despedido do FC Porto”
[E é aqui que o comentador político farta-se de indiretas e solta o sindicalista que há em si]
O Pinto da Costa parece o Passos Coelho: obrigou o Vítor Pereira a emigrar, para por lá um gajo que nem um ano depois está no desemprego! E agora vai um à experiência 3 meses, quando já sabe que vem outro gajo para o lugar dele! Onde é que este país vai parar quando até no FC Porto já há trabalho precário, f****-se?!?!?!


Não-resoluções para 2014

Estão fartos daquelas pessoas que vêm para aqui com resoluções para o Ano Novo?! “Faz isto, age assim, devias fazer assado.” Nós também.

Esqueçam isso. O que ainda ninguém se lembrou de fazer – e é por isso que nós existimos, para o vosso bem – é uma lista de “Não-Resoluções”. As 12 coisas que NÃO vamos fazer em 2014 e que certamente NÃO nos vão fazer ficar mais tristes por isso. Pelo contrário.

Portanto, já sabe: NÃO leia este artigo se não quiser. Se o ler, NÃO tome nota. É mais um papel que vai perder. Volte cá quando quiser que é sempre bem-vindo(a).

Ah, e já agora: NÃO coma as 12 passas enquanto pede desejos. Cabe na cabeça de alguém começar o Ano Novo a engolir coisas por obrigação? Santa paciência. Até a Erica Fontes cospe, e é bem paga.

 

1. Não arranje amantes – o investimento de tempo, paciência e dinheiro não compensa a queca extra. Se não gosta do que tem em casa ou não se sente valorizado(a), tenho três palavras para si: chuto no cu.

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2. Não agrida pessoas com uma motossera – a sério, você não tem ideia do chavascal sangrento que fica no final.

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3. Não diga “eu sou uma pessoa frontal” – quem diz isso normalmente não é frontal, é só uma besta. Sabia que se pode ser frontal com o volume baixo e parca ou nenhuma utilização de vernáculo?! Jura mesmo. Pode.

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4. Não suponha, confie – “Esse vestido fica-te bem” significa “esse vestido fica-te bem”, não significa “Estás uma gorda pindérica e é por essas e por outras que eu ando com a vizinha do 4º esquerdo e da próxima vez que for comprar cigarros espera sentada no chão, que na cadeira é capaz de aquilo partir.”

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5. Não arranje desculpas – “Se hoje não estivesse a chover…” “Se não fosse a um dia de semana…” “Se não fosse a crise…”.

Mas é. E quando é, é. Arranje alternativas. A maioria não vai resultar, mas você vai-se sentir um ser humano bestial por ter tentado.

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6. Não seja mediano – Se você está feliz, não diga “vai-se andando”. Se você está na merda, não diga “vai-se andando”. Até porque é fisicamente impossível andar se estivermos atolados em merda. Qualquer criança sabe isso. O que me leva ao ponto seguinte:

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7. Não minta – É estúpido perder 10kg no corpo e ganhar 20 na consciência. Considere a mentira como um bolo cheio de creme: 10 segundos na boca, 10 anos na consciência; considere a verdade como um exercício físico: não é para dizer à bruta que pode magoar, mas se formos dizendo sempre e com moderação, faz muito bem à saúde.

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8. Não use o elevador – “Mas eu trabalho no 8º! Daqui a 3 meses estou em casa de baixa!” Errado. “Mas eu trabalho no 8º! Daqui a 3 meses estou com as pernas da Beyoncé!” Isso. Copo meio cheio.

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9. Não seja chato – encurte os discursos, largue o formalismo, deixe o tom monocórdico, mexa-se, sorria, apresente as coisa com sentido de humor, guarde as lições de moral para quando alguém lhe pedir a opinião. No limite, “se não tens nada de jeito para dizer, cala-te”.

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10. Não aponte o dedo aos outros – especialmente se não cortar as unhas. Você tem noção de que pode vazar uma vista a alguém com esse sabre de lixo?

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11. Não seja pedófilo – se estiver à espera que eu explique porquê, vá ao médico. Tipo, agora. Mesmo. Já.

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12. Não comece uma lista de resoluções com utopias – Lamber o cotovelo, ganhar o euromilhões, convencer um adepto rival de que o meu clube é o maior, encontrar a Maddie viva. Vá lá, seja realista.NAORES_lamber_cotovelo


Previsões sobre a carreira de Portugal no Mundial 2014

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Ronaldo põe-nos na frente num lance de contra-ataque. Os alemães atacam muito, mas nós defendemos estoicamente. Passos Coelho toca nos ombros de todos os notáveis que se sentam a seu lado e diz “Vê? Nós não somos a Grécia.” Ao intervalo Merkel chama Passos Coelho e diz-lhe ao ouvido: “Vá, acabou o recreio. Volta para a sala senão já não és bom aluno.” Estranha coincidência, Rui Patrício dá dois frangos na segunda parte. E eu só ponho a hipótese de coincidência porque estamos a falar do Patrício, uma pessoa nunca sabe. No fim, derrota por 2-1.

 

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Os americanos tentam invadir a área portuguesa como se aquilo fosse um país com petróleo. Felizmente, Bruno Alves faz o seu jogo característico, o que não só impede os EUA de marcar golo como lhe granjeia um contrato para um combate com o Floyd Mayweather em Las Vegas. Ronaldo quer mostrar que já merece uma estrela no Passeio da Fama e faz o resto. 2-0 para Portugal.

 

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O Gana entra forte. Portugal não se adapta à forte humidade, principalmente Cristiano Ronaldo, que acha que tem o cabelo com oleosidade. 2-0 para o Gana ao intervalo. Paulo Bento tenta dar uma palestra animadora, mas percebe que só tem 15 minutos e a gaguejar como gagueja, só vai dar para duas frases. Decide mostrar o vídeo de Eusébio contra a Coreia do Norte e diz a Ronaldo: “Só te falta fazer isto para seres, para seres, o maior”. Ronaldo enche-se de raiva e de Linic for Men e faz 4 golos na segunda parte. Rui Patrício está tão fascinado com Ronaldo que nem vê que entretanto sofreu mais um golo. No fim, jogo de loucos e 4-3 para Portugal, que passa o grupo em segundo.

 

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Portugal volta a encontrar o seu rival da fase de apuramento. Paulo Bento aproveita para perguntar novamente como é que se ganha a Israel, que ainda não percebeu. Cappello diz que é segredo e irrita o selecionador português. Russos discutem como vão agredir Ronaldo, mas CR7 percebe tudo, porque é exatamente o que Irina diz sobre a mãe dele nos jantares de família. Depois de uma vitória para cada lado na fase de apuramento, Portugal ganha o tira-teimas com um golo do capitão. Emigrantes ucranianos erguem um prédio em forma de CR7 e não cobram nada, em sinal de agradecimento. Patrões da construção civil dizem que o que os espanta é mesmo a forma do prédio, porque muitos deles já estão habituado a não pagar nada aos empregados.

 

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Parece um episódio do Oliver e Benji. Kojiro Messi olha para o seu guarda-redes e ergue o punho, como quem diz “Conto contigo”. Oliver Ronaldo olha para o seu guarda-redes e levanta o sobrolho, como quem diz “Acho que, penso que, tou lixado” Paulo Bento vê que Messi consegue passar por baixo das pernas de todos os adversários e, numa jogada de génio, manda Pepe para o meio campo e pede a Moutinho para vir para central. Pepe começa a fazer o seu jogo e os adeptos brasileiros ficam envergonhados por ter de vir um gajo de Portugal para lhes mostrar como é que se bate em argentinos. Felizmente, alguém lhes lembra que Pepe é brasileiro e eles dizem: “Ah, eu sabia, porra!” Ronaldo vê uma das últimas oportunidades de mostrar que é melhor que Messi e não desilude. 3-2 para Portugal. Ronaldo é levado em ombros pelos colegas e Messi é lavado em lágrimas no ombro de Joseph Blatter. Platini pede desculpa por não poder vir à cerimónia de babysitting do argentino, mas estava a colocar pioneses nas camas do próximo adversário da França.

 

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Jogo demasiado tático. Portugal bem tenta atacar mas sem resultado. Ronaldo tenta chutar de todas as maneiras, mas não marca, porque Casillas passou um ano sabático no banco do Real Madrid a tirar um mestrado sobre os remates do português. João Moutinho vê a coisa mal parada e decide pegar no jogo. 5 minutos depois já há espanhóis a ligar para a FIFA porque acham que os portugueses lhes raptaram o Iniesta. Aos 83 minutos, Moutinho pega no esférico, dribla 3 espanhóis e faz um remate fabuloso a 40 metros. Casillas defende em esforço para o poste, a bola ressalta e bate milagrosamente na cabeça de Ronaldo, que faz golo. Na manhã seguinte, ao pequeno almoço, Moutinho vê Ronaldo nas capas de todos os jornais desportivos como o salvador da pátria e o melhor do Mundo. João sorri, tira os óculos de Clark Kent e continua calmamente a comer a sua tigela de espinafres. A única pessoa que se lembra do talentoso médio é Carlos Queiroz, que vem dizer que, se Moutinho tivesse jogado assim em 2010, eles tinham ganho à Espanha.

 

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Scolari manda os brasileiros porem bandeiras nas janelas, para pressionar portugueses. Brasil enche-se de bandeiras mas com o mundo quadrado e cor-de-rosa e toda a gente descobre o esquema de Scolari com os chineses que fizeram as bandeiras dos pagodes. O jogo opõe grandes talentos do futebol mas, que se lixe, é uma final do Mundial e ninguém quer perder. Tática, sarrafada, bocas e empurrões, vale tudo menos sofrer um golo. 0-0 aos 90 minutos e toda a gente já se prepara para prolongamento e penalties. Nisto, aos 90+2 minutos, Moutinho marca um canto e, quando metade do escrete puxa a camisola de Ronaldo e a Polícia Militar já tem 10 agentes com armas apontadas ao CR7, não vá a defesa falhar, surge de rompante Hugo Almeida e PUM! Golo! Todos os portugueses explodem de alegria, à exceção dos benfiquistas, que só batem palmas, porque ainda não conseguem achar piada a golos aos 92′. Já os brasileiros choram e juram por Deus que quem marcou aquele golo não foi um jogador português, foi o fantasma de 1950, até porque nenhum adepto tinha visto aquele jogador que marcou o golo durante todo o Mundial.

No fim, Portugal é campeão do Mundo! Blatter cospe na mão antes de cumprimentar os jogadores portugueses. Platini pega em todos os pioneses que sobraram e usa-os nas fitas da medalhas. Ronaldo não cumprimenta Blatter porque a secretária dele não o avisou. Em compensação, Josué despe os calções e urina nos sapatos do presidente da FIFA em sinal de protesto, ou então porque parecia fixe na altura.

 
(vejam o vídeo onde Cláudio Almeida apresenta a sua teoria, na rubrica “A Pés Juntos” do noticiário “Inferno” – Canal Q)

 

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Sabem que está frio?!

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Claro que sabem! Dar novidades sobre o tempo na net é como ter sexo com a Érica do Secret Story: há mais de 100 pessoas que já o fizeram antes de ti.

De entre essas pessoas, estranhamente, a maioria a fazer queixinhas são mulheres. Mulheres. A espécie que finalmente tem a oportunidade de usar o set “botas-de-cano-alto/casaco-com-pelo-na-lapela/luva-de-pele/gorro-com-broche-de-flor” é exatamente a mesma espécie que se vem queixar para a net. “Já viram o frio que está?!” Já, Esquimó da Lanidor. Já vimos.

Sabem ao menos porque é que está tanto frio há vários dias, meu rebanho de Velhas do Centro de Saúde? Eu informo. Há uma frente fria estacionada no Reino Unido. E só não estacionou em Portugal porque ninguém aguenta uma semana a pagar o tarifário da EMEL.

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Não me entendam mal: eu gosto de ouvir pessoas e de falar com pessoas. Queixem-se à vontade. Não gosto é que, ano após ano, as conversas sejam sempre as mesmas:

– “Sabes quantos graus marcava no meu carro?”

– “Sabes quantos edredons tive de por ontem na cama?”

– “Até ganho frieiras nas mãos!”

Se é para nos queixarmos, porque não ser originais?

– “Sabes o que é que apetece com este tempo? Ter um(a) amante.”

– “Sabias que tenho uma estalactite e dois cubos de gelo na genitália?” (só válida para homens e para o Nuno Eiró)

– “E sadomaso com este frio? Fogo! Ainda nem a raquete bateu e já temos o rabo vermelho!”

Sadomasoquismo faz bem para o relacionamento

A sério, pensem nisto com carinho. Se é para nos queixarmos, ao menos que seja com conversas íntimas. Sempre tem mais graça e, se forem solteir@s, é uma boa oportunidade para arranjar um cobertor com pernas. E se isso dá um jeitaço com este frio!

Sabem que está frio, não sabem?

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As reações à vitória na Suécia

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“Hã… a bola, hã, eu não vi tipo, a bola e depois, pum, ela, tipo, pum, e eu, fogo, tipo, ya. Mas é trabalhar.”

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“Desculpe, não consigo falar muito agora, porque ainda tenho um sueco entalado nos dentes.”

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“Estou muito feliz por ter apurado o meu país para a Copa do Mundo do meu país. Agora sei o que nós, portugueses, sentimos no Euro 2004, jogar uma Copa em casa tem outro sabor.”

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“Não foi falta aquilo, c**”#$%? Aquele filho de cem p#$% faz golos porque é em casa dele. A ver se ele fez lá na minha terra. Até lhe fod*#$%& a penca, c#$%*£$! Agora é ir ao Brasil jogar bonito. Ou então dar pau, c*#$*%#, o que interessa é a gente ganhar, f***-se!”

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“Dei o meu melhor, mas tive de sair. Toda a gente viu que eu estava coxo. Menos os adeptos do Real Madrid, que acham que eu sou mesmo assim.”

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“Tive receio quando deixaram a cobertura do estádio aberta, mas felizmente o Ronaldo tem um gel fixador forte e o jogo acabou por decorrer com normalidade. Senti alguma desconcentração na cabeça a meio da segunda parte, mas depois cuspi para a mão e passei-a na franja e a situação voltou a estabilizar.”

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“Acho que fiz o meu trabalho, que era garantir que Portugal tinha sempre um jogador mais esquisito que o nariz do Ibrahimovic. Agora posso finalmente deixar de ter esta crista e barba do Zangief e optar por um visual mais discreto. Estou na dúvida entre os dois fios de cabelo do Homer Simpson e o tufo da Ovelha Choné.”

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“Foi mais um dia de trabalho. Ganhei as bolas, engoli o meio campo adversário e fiz assistências a rasgar a defesa. Agora não posso falar mais porque ainda tenho de carregar as bolas, engraxar as chuteiras, pentear o Miguel Veloso e pôr duas máquinas de roupa a lavar, que com este frio eles usam mais peças de roupa.”

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“Fiz um jogo esforçado. Se fui ofuscado pelo Ronaldo? Eu não tento imitar o Ronaldo, isso é mania das pessoas. Eu jogo para a equipa. Estou feliz com o meu jogo porque defendi mais que o Ronaldo, fui mais disciplinado taticamente que o Ronaldo e no sprint para o autocarro ganhei ao Ronaldo.”

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“Melhor do mundo?! Nah, eu não sou o melhor do mundo, eu limito-me a ser o Cristiano Ronaldo. O Cristiano Ronaldo é que é o melhor do mundo, mas isso já é com ele. Queria dedicar a vitória a todos os portugueses e dedicar a noite de hoje a todas as suecas que quiserem passar no quarto 308, que o Cristianinho ficou em Portugal. É na boa.”

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“O mister disse para eu lutar e tentar marcar golo. E foi isso que eu fiz. Lutei, lutei, lutei, e depois quando tinha a baliza aberta para marcar, optei por TENTAR marcar, que foi o que o mister mandou. E eu faço tudo o que o mister manda. Menos a tabuada do 7.”

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“Pressão?! Claro, dá mais medo que jogar no Sporting. Aqui o Ibrahimovic podia me querer bater e eu tinha de me defender, no Sporting eu sei que se alguém nos quiser bater, ainda eles não levantaram a mão, já o nosso presidente saltou do banco e aviou porrada neles todos.”

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“Foi, hã… foi um jogo, um jogo, um jogo, hã… difícil… difícil. Mas nós, hã, com, com, com… hã… portanto, lá, lá, lá, lá, lá… hã…. conseguimos. E agora, agora… agora é, é, é, é, é, é… disfrutar. Já me, hã, ligaram… ligaram, do Brasil, a dar, a dar, a dar, hã… os parabéns e, e a convidarem-me para, para, para, hã… cantar… cantar, aquelas músicas do, do, do, Chu, Chu, Chu, hã, Chá, Chá, Chá, porque eles, eles ouvem-me… ouvem-me a, a, a, a, falar e acham… e acham… que eu sou… que eu sou, hã… bom para, para, hã, repetir… repetir palavras até, até, até… à exaustão.

 

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Grande Charada dos Marrões!

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Responde a esta charada indo ao facebook dos Aristocratas ( http://www.facebook.com/aristocratas ) e mandando mensagem privada.

Se acertares, ficas com a tua foto de perfil e dizes aos teus pais “Vês como sou bom(boa) a matemática?!”.
Se errares, muda a foto de perfil para um número à tua escolha durante 3 dias e pede desculpa a todos os marrões das tuas turmas com quem gozavas.

Depois copia para o teu mural este texto e continua o jogo. Porque se fazes isso por uma girafa, também fazes isso por todos os marrões maltratados desta vida!

 

“São 4 da manhã, o Nove e o Três estão a assaltar a 17ª casa numa semana. Sem darem por isso, são apanhados por um polícia e enfiados num armazém. O polícia saca uma pistola com uma bala na câmara. Antes de disparar, diz para um deles:

‘Para acabar com este mal, vou ter de te limpar o sebo.’

Qual dos ladrões é que ele matou? E porquê?”

( Charada criada pelos Aristocratas. Sigam-nos em http://www.facebook.com/aristocratas )

 


Dicionário de Português, Edições Abel Xavier

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A

Apita (A-pita): Uma adolescente que usa o Ask.fm;

Arroto (Ar-roto): Massa de oxigénio com tendências homossexuais;

 

B

Bulimia (Bule-e-mia): Trabalha com afinco enquanto imita um gato.

 

C

Camaleão (cama-leão!): [Gíria] Mandar um sportinguista dormir.

 

D

Dinastias (Dinas-tias): [Calão] Fufas de Cascais.

 

E

Embaraçada (Em-bar-açada): Senhora a enfrascar-se em álcool para esquecer a irritação nas virilhas.

 

F

Fiscal (fis-cal): Criei óxido de cálcio.

 

G

Gerador (Gera-dor): Nome dado, na gíria, ao Orçamento de Estado para 2014.

 

H

Hidrogénio (Hidro-génio): indivíduo que denota conhecimentos fora do comum sobre água.

 

I

Involuntária (In-Voluntária): Pessoa que ajuda os pobrezinhos porque é chique.

 

J

Javali (Java-ali): Indicação do único computador da casa onde se consegue fazer o IRS online.

 

K

Koala (Ko-ala!): Mandar alguém levantar o rabo e dar de frosques.

 

L

Lambrusco (Lam-Brusco): Casamento entre uma ovelha e um Carrilho.

 

M

Mascara/Mascaro (Mas-cara/Mas-caro): Refutação de qualquer argumento da sua mulher sobre compras.
E.g.:
– Esta saia é tão LINDA!
– Mascara.

 

N

Net: Filho do filho de um algarvio.

 

O

Ovários (Oh!-Vários!): Resposta que as pitas do Urban dão à pergunta “Já foste para a cama com algum homem?”

 

P

Paixão (pai-xão): Soalho que reclama a paternidade de alguém:

Primazia (Prima-azia): Alcunha que se dá àquela prima gorda com buço, que dá a volta ao estômago só de ver.

 

Q

Qualidade (Qual-idade): forma discreta e educada de falar da idade a uma senhora. E.g: “Esta gaja tem qualidade?”

 

R

Rebanho (Re-banho): Ato de se lavar novamente, tal é a camada de sarro que você tinha nesse corpo.

 

S

Simpatia (Sim-pa-tia): Dar a sua concordância ao que a irmã da sua mãe disse.

 

T

Turbolento (Turbo-lento): Chaço que tem um autocolante a dizer “Turbo” e dá 90 a descer.

 

U

Unguento (Un-guento): Expressão elogiosa que compara um jogador a uma estrela do Real Madrid das décadas de 50 e 60.

E.g.: Eh pá, este gajo joga! Temos aqui unguento!

 

V

Vidente (Vi-dente!): Interjeição de espanto que os sportinguistas proferem quando vêem um benfiquista que não corresponde às suas expetativas.

 

W

Wasabi (W-a-sabi): Expressão muito usada para fugir com o rabo à seringa, criando um amigo imaginário chamado “A”.
E.g.:
– Alguém sabe quem é o culpado disto?
– Wasabi.

 

X

Xabregas (Xá-Bregas): Rei da Pérsia que fala como a Fanny.

 

Y

Yakuza (Y-akuza!): Que ainda tem a lata de por as culpas noutras pessoas.

 

Z

Zaragata (Zara-gata): Gaja que até com roupa de 10€ é boa.

 

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Sr. Geppetto! Venha buscar o seu menino!

Exmo. Sr. Geppetto,

Venho por este meio solicitar o apoio do vosso serviço de pós-venda para recolha de um artigo defeituoso que ultimamente anda a dar má fama ao seu trabalho em todos os meios de comunicação. Não sabemos o número de série nem ninguém lhe viu a etiqueta, mas pelo discurso não engana: é uma obra sua.

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(Junto envio foto para correta identificação do produto)

Atenção: eu sou fã da vossa empresa, não considero que este exemplar seja completamente mau e até acho interessantes alguns upgrades. Por exemplo: gosto que o tenha programado para dizer repetidamente aquela do tipo que está no fundo do poço e acha que a única solução é continuar a escavar. Podia era ter-lhe inserido também aquela do menino que já tem um nariz do tamanho da Torre dos Clérigos e acha que a única solução é continuar a fazê-lo crescer. Isso já nos atormentava um bocadinho menos o já de si atormentado futuro.

Bem sei que deve estar a pensar: “Que exagero! Atormentar o futuro! O meu menino é só uma personagem do faz-de-conta, ninguém vai dar valor político ao rapaz.” Pois isso é muito bonito, sr. Geppetto, mas a lógica das fábulas e contos não se aplica à política portuguesa.

Para começar, as fábulas têm moral.

E, para nós, “contos” é apenas uma unidade monetária da qual se calhar nunca devíamos ter saído.

Não acredita? Eu dou-lhe três exemplos simples:

1. Nas fábulas, o pastor mente sobre o lobo. Um dia está a dizer a verdade e as pessoas não acreditam; em Portugal o político mente. Um dia repete tantas vezes a mentira que as pessoas acreditam;

2. Nas fábulas, o Coelho perde a corrida para a tartaruga; em Portugal ganha a corrida para primeiro-ministro;

3. Nos contos, a Cinderela encontra um príncipe e fica rica e feliz; em Portugal, as irmãs e a madrasta continuam a viver à grande e obrigam a Cinderela a trabalhar o dobro para pagar o défice.

Dito isto, e à falta de um serviço de reboques para levar o seu menino com urgência, pedia-lhe que autorizasse que passemos já para a parte da história em que ele é engolido pela baleia. Não que exista de momento alguma disponível para degustar este exemplar, que até as baleias têm um estômago sensível. Mas temos outro mamífero com uma boca igualmente gigante e que anda há muito tempo cheio de vontade de estraçalhar a sua criação.

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(Junto envio foto para sua aprovação)

 

Fico a aguardar resposta.

 

Cumprimentos,

Cláudio

 

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Então, Sr. Presidente de Angola?!

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Exmo. Sr. Presidente da República de Angola,

O meu nome é Cláudio Almeida. Logo, por consequência, o meu nome não é Rui Machete. É bom esclarecer isto, não vá V.Exa. andar a carta toda à procura de pedidos de desculpas e eu cá sou como o meu primeiro-ministro, não gosto de criar falsas expetativas. Ou QUASE como o meu primeiro-ministro, porque esse não cria mesmo expetativas nenhumas. Eu, por enquanto, ainda é só as falsas.

Escrevo-lhe com sincera preocupação. Então que raio de coisa é essa de cancelar a parceria estratégica com um povo irmão como Portugal?!

Em primeiro: é feio cancelar uma coisa que ainda não existe. É como eu ligar para a ZON a dizer “Boa tarde, eu queria cancelar o meu contrato convosco.” e a operadora “Com certeza, qual é o seu número de cliente?” e eu “Não tenho, sou Meo.” Uma pessoa fica baralhada, senhor Presidente.

Em segundo, e desculpe a sinceridade (vê, afinal tinha um pedido de desculpas. Enganei-o, seu malandro!): soa um bocado a pieguice cancelar uma parceria estratégica só porque V.Exa. está chateada com o Governo português. Eu também estou, há vários anos e não é por isso que não continuo estrategicamente a dar-lhes uma boa parte daquilo que ganho. “Ah, mas eu sinto-me roubado pelo Estado e pelas grandes empresas portuguesas!” Também nós, isso não é desculpa. Bem sei que é duro ver um país onde há poucos com muito e muitos com pouco. Deve ter sido um choque para V.Exa. Mas faça como nós: vá a uns festivais de verão e veja a Casa dos Segredos, que isso passa. Ou se está mesmo, mas mesmo chateado com o Passos Coelho, pronto, vá: faça uma manif. Se tiver problemas em escolher o local, ligue para a agência de manifs “CGTP” e peça para falar com o Sr. Arménio. Ele tem um pacote de sítios exóticos que o vai pôr de boca aberta. Senão, faça a típica Avenida da Liberdade. É aquela da Louis Vuitton e da Cartier, pergunte por aí que a malta conhece.

Agora, cancelar acordos com Portugal é que não. Assim de repente, dá ideia de que vocês não querem pagar a nossa dívida!  Onde é que se já se viu isso?! Cheira até um bocado a Bloco de Esquerda. E olhe que nós ainda agora demos uma coça eleitoral ao Bloco de Esquerda. Ainda bem que V.Exa. não participa em eleições livres em Portugal. (e segundo algumas más línguas, em mais lado nenhum no mundo).

Em resumo: não percebo este cancelamento da parceria com Portugal – principalmente se for uma Parceria Público-Privada: quem faz PPP com Portugal fica sempre a ganhar. A menos que o Presidente me diga que a Isabel se portou mal e o senhor pô-la de castigo e proibiu-a de jogar ao Monopólio. Aí já não me meto, que cada um trata dos seus filhos da melhor forma que pode. Olhe, o meu ainda a semana passada portou-se mal numa aula e eu proibi-o de jogar Wii durante uma semana. Portanto, não se preocupe: castigue a sua filha à vontade, que nós ainda vamos cá estar quando ela aprender a lição. E é possível que ainda nem tenhamos vendido a Rua Augusta.

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Cumprimentos,

Cláudio

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É a interpretação, estúpido!

Olá, leitores que aspiram a ser uns grandes palhaços.

Por “palhaço”, obviamente interpretem “pessoa de elevado porte intelectual”. Nem deveria colocar esta justificação no meu texto, não fosse Rui Machete ter acendido em todos nós aquela luz de alerta que nos lembra de que somos um povo inquisitório, que ao invés de entender que a língua portuguesa tem muitas interpretações, prefere acender as tochas da intolerância semântica e perseguir os palhaços do Governo (vide sinónimo acima).

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros é apenas o último alvo dessa ignição de ignomínia ignorante. E nem devia estar admirado por ninguém saber interpretar as suas interpretações. Caramba, se nós precisamos de ler os apontamentos Europa-América para interpretar coisas como os quatro heterónimos de Fernando Pessoa, quanto mais para interpretar coisas como os trinta e um cargos acumulados por Rui Machete.

É por isso que Rui Machete se desdobra de forma tão produtiva em desculpas novas a cada intervenção. Porque este povo é tão estúpido que não consegue ouvir a primeira desculpa e interpretá-la como verdade universal. Não. Para este povo estúpido é preciso arranjar 10,5 milhões de desculpas diferentes, porque isto são indivíduos que são capazes de andar todos com a mesma t-shirt da Zara, mas quando é para ouvir desculpas cada um já pensa pela sua cabeça. Ó, gentinha.

Rui Machete pediu desculpas a Angola? E então?! O júri dos Emmy nomeou o Windeck! Se interpretarmos bem, ao pé disso um pedido de desculpas com intromissão no poder judicial chega a ser insultuoso, de tão pouco bajulador que é.

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Rui Machete recebia o ordenado sob a forma de um seguro de vida? Mais uma vez, aprendam a interpretar e verão que faz sentido. Então se o senhor tivesse um acidente no trabalho e morresse, quem pagava a pensão à família? O Seguro de Acidentes de Trabalho. Ora se se dá o caso de o senhor estar vivo no local de trabalho, quem lhe deve pagar o salário? O seguro de Vida. Faz todo o sentido. Mais a mais, interpretando aquilo que o trabalho destes senhores gerou às finanças do país, pode-se interpretar que o facto de eles estarem vivos e a labutar no BPN é, de per si, um acidente. Catastrófico.

Mais do que criticar Rui Machete, é importante interpretar o percurso deste grande homem para perceber onde terá Rui Machete aprendido a ser a Edite Estrela do nosso Governo. Terão sido ensinamentos do BPN? Hm, duvido. Basta ouvir uma audiência de Oliveira e Costa para perceber que, quer ao nível do léxico, quer ao nível da esfarrapadela que dá às desculpas, estamos perante o Jorge Jesus da banca. Eu tenho para mim que esta capacidade de levar a interpretação da língua portuguesa aos quatro cantos do mundo adquire-se no próprio MNE, um ministério onde “saída irrevogável” significa “quero uma promoção” ou “problemas técnicos para aterragem” significa “cá para mim o gajo trazia o Snowden a bordo. Eu não confio em anões de poncho”.

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Conclusão: é no MNE que se aprende a ser um arauto da interpretação linguística. E se calhar é por isso que não conseguimos voltar aos mercados e a nossa imagem internacional continua na mesma: é que se queremos um Ministério dos Negócios Estrangeiros para potenciar a nossa cultura, convinha criar um Ministério da Cultura para tratar dos nossos negócios estrangeiros.


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