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As reações à vitória na Suécia

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“Hã… a bola, hã, eu não vi tipo, a bola e depois, pum, ela, tipo, pum, e eu, fogo, tipo, ya. Mas é trabalhar.”

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“Desculpe, não consigo falar muito agora, porque ainda tenho um sueco entalado nos dentes.”

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“Estou muito feliz por ter apurado o meu país para a Copa do Mundo do meu país. Agora sei o que nós, portugueses, sentimos no Euro 2004, jogar uma Copa em casa tem outro sabor.”

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“Não foi falta aquilo, c**”#$%? Aquele filho de cem p#$% faz golos porque é em casa dele. A ver se ele fez lá na minha terra. Até lhe fod*#$%& a penca, c#$%*£$! Agora é ir ao Brasil jogar bonito. Ou então dar pau, c*#$*%#, o que interessa é a gente ganhar, f***-se!”

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“Dei o meu melhor, mas tive de sair. Toda a gente viu que eu estava coxo. Menos os adeptos do Real Madrid, que acham que eu sou mesmo assim.”

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“Tive receio quando deixaram a cobertura do estádio aberta, mas felizmente o Ronaldo tem um gel fixador forte e o jogo acabou por decorrer com normalidade. Senti alguma desconcentração na cabeça a meio da segunda parte, mas depois cuspi para a mão e passei-a na franja e a situação voltou a estabilizar.”

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“Acho que fiz o meu trabalho, que era garantir que Portugal tinha sempre um jogador mais esquisito que o nariz do Ibrahimovic. Agora posso finalmente deixar de ter esta crista e barba do Zangief e optar por um visual mais discreto. Estou na dúvida entre os dois fios de cabelo do Homer Simpson e o tufo da Ovelha Choné.”

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“Foi mais um dia de trabalho. Ganhei as bolas, engoli o meio campo adversário e fiz assistências a rasgar a defesa. Agora não posso falar mais porque ainda tenho de carregar as bolas, engraxar as chuteiras, pentear o Miguel Veloso e pôr duas máquinas de roupa a lavar, que com este frio eles usam mais peças de roupa.”

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“Fiz um jogo esforçado. Se fui ofuscado pelo Ronaldo? Eu não tento imitar o Ronaldo, isso é mania das pessoas. Eu jogo para a equipa. Estou feliz com o meu jogo porque defendi mais que o Ronaldo, fui mais disciplinado taticamente que o Ronaldo e no sprint para o autocarro ganhei ao Ronaldo.”

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“Melhor do mundo?! Nah, eu não sou o melhor do mundo, eu limito-me a ser o Cristiano Ronaldo. O Cristiano Ronaldo é que é o melhor do mundo, mas isso já é com ele. Queria dedicar a vitória a todos os portugueses e dedicar a noite de hoje a todas as suecas que quiserem passar no quarto 308, que o Cristianinho ficou em Portugal. É na boa.”

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“O mister disse para eu lutar e tentar marcar golo. E foi isso que eu fiz. Lutei, lutei, lutei, e depois quando tinha a baliza aberta para marcar, optei por TENTAR marcar, que foi o que o mister mandou. E eu faço tudo o que o mister manda. Menos a tabuada do 7.”

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“Pressão?! Claro, dá mais medo que jogar no Sporting. Aqui o Ibrahimovic podia me querer bater e eu tinha de me defender, no Sporting eu sei que se alguém nos quiser bater, ainda eles não levantaram a mão, já o nosso presidente saltou do banco e aviou porrada neles todos.”

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“Foi, hã… foi um jogo, um jogo, um jogo, hã… difícil… difícil. Mas nós, hã, com, com, com… hã… portanto, lá, lá, lá, lá, lá… hã…. conseguimos. E agora, agora… agora é, é, é, é, é, é… disfrutar. Já me, hã, ligaram… ligaram, do Brasil, a dar, a dar, a dar, hã… os parabéns e, e a convidarem-me para, para, para, hã… cantar… cantar, aquelas músicas do, do, do, Chu, Chu, Chu, hã, Chá, Chá, Chá, porque eles, eles ouvem-me… ouvem-me a, a, a, a, falar e acham… e acham… que eu sou… que eu sou, hã… bom para, para, hã, repetir… repetir palavras até, até, até… à exaustão.

 

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Carta de Demissão do Ministro da Contribuição Obediente

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Exmo. Sr. Primeiro Ministro,

1. Venho por este meio apresentar a minha demissão de Ministro da Contribuição Obediente.

2. Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável até as Finanças me virem tentar ficar com a casa, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.

3. São conhecidas as diferenças que tive com o ministro das Finanças, ao ponto de ele só começar a ir ao Pingo Doce sem segurança quando soube que eu comecei a fazer compras no Jumbo Online. Infelizmente para ele, outros colegas contribuintes continuaram a fazer compras no Pingo Doce.

4. A sua decisão pessoal de sair permitia abrir um ciclo de prosperidade onde poderia voltar a levar a família ao McDonals ou até, quem sabe, ir ao cinema. O céu era o limite.

5. Contudo, o primeiro-ministro entendeu que era uma vergonha para Portugal ter uma secretária de Estado suspeita de contratos onerosos para o país. Vai daí, promoveu-a a ministra, porque a ministros suspeitos já estamos nós habituados. Respeito mas discordo.

6. Paguei, atempadamente, os meus impostos e taxas sem esboçar um gesto de altercação, sem verter uma lágrima. A exceção foi aquando daquela ideia peregrina da TSU. Mas aí o meu ânus falou mais alto e disse “Psht, eh! A dor tem limites!”. Mesmo assim, a minha opinião nunca foi tida em conta e o senhor primeiro ministro optou pela continuidade desta tirana austeridade.

7. Em consequência destes eventos, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério da Contribuição Obediente, continuar a pagar este circo seria um ato de dissimulação. Não é financeiramente sustentável, nem é pessoalmente exigível.

8. Ao longo destes dois anos protegi até ao limite da minha carteira o valor da estabilidade. Porém, a forma como, reiteradamente, esse esforço é deitado para o lixo pelo Governo torna, efetivamente, dispensável o meu contributo.

9. Agradeço a todos os meus colegas do Ministério da Contribuição Obediente o seu espírito de sacrifício inestimável que não esquecerei. Agradeço aos membros deste Governo a oportunidade que me deram de estar na linha da frente deste grande projeto de empobrecimento nacional.

 

Com os melhores cumprimentos ,

Cláudio Almeida

 

PS: Como prova de que não fico com ressentimentos, junto envio uma foto que recorda os nossos bons velhos tempos de coligação.

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Diário de um coxo – semana 1

DIA 0

Estalo. Sensação de pedrada no calcanhar. Queda.  Sensação de injustiça. Porra, devia ser proibido um adepto do Benfica lesionar-se esta época! O futebol já me provocou dor suficiente em Maio.

 

Na triagem: “Hm, vamos fazer só um Raio-X para despistar.” Sinto um tom de desprezo na abordagem. A Ana está com aquele típico olhar complacente e abanar de cabeça que diz “Homens… que bando de mariconços.”

A bem da minha masculinidade, não saio daqui sem ter uma lesão terrível.

 

“Tem uma rotura total do tendão de Aquiles” TOOOOOOOMA! Quem é que é menino da mamã agora, quem é?!

“Vai precisar de cirurgia amanhã” TOOOOM.. merda. Dá para ligarem à minha mãe?

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DIA 1

A ecografia confirma: o meu tendão está tão roto que podia apresentar um programa da manhã. Acho que o médico o vai coser com fio de missangas.

 

AGULHAS! Depois do enfermeiro falhar a espetar a do cateter e a injetar soro (Dói!!!), ainda ma mostrou: “Está a ver o tamanho da agulha que metemos aí?”

Sinto-me como se tivesse sido violado e no fim o violador me mostrasse o pénis. “Estás a ver o que eu pus aí dentro?”

 

Nunca mais vou ouvir a boca do “Eu já passei por um parto”, porque agora também já sei o que é estar num bloco operatório e levar epidural. TOMA!

Só faltou a parte do meu corpo dilatar para sairem 4 quilos de ser humano e uma placenta viscosa lá de dentro. Mas, convenhamos, essa é a parte mais fácil do parto.

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Pessoas feias com anestesia não deviam ter um telemóvel com câmara à mão.

 

DIA 2

Nunca pensei vir a ter inveja do meu tio bi-amputado. Que dores.

 

DIA 3

Sinto-me bem. Já tomo menos analgésicos que o meu recibo de ordenado.

 

DIA 4

É irritante passar o dia todo na cama com um membro levantado. Dou muito mais valor à vida de um ator porno.

 

DIA 5

Maio/Junho, tempinho de caca. Um gajo lesiona-se e fica fechado em casa… para cima de 30 graus.
Pô, São Pedrô, vai tomar no cu.

 

DIA 6

Dou por mim a achar que o Flávio Furtado é um gajo 5 estrelas, o Francisco fez muito bem em sair e a Fanny é tão falsa que uma hora de Fanny na TV devia ser considerado burla.

O médico bem disse para o meu pé não bater em lado nenhum, mas ele insiste em bater no fundo.

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DIA 7

“Mexe, mexe, que é bom! Mexe, mexe que é bom!”
Não bastava um entrevado ouvir música de bailarico na rua, a própria letra faz questão de me lembrar, por exclusão de partes, que estar parado é uma merda.


“Adoção gay para totós”

Ponto prévio: este texto não visa consciencializar os homossexuais ou os heterossexuais tolerantes. Visa sobretudo os heterossexuais assumidamente intolerantes ou os homossexuais “eu-não-me-importo-nada-até-tenho-amigos-maricas-sou-uma-mente-aberta-desde-que-fiquem-lá-na-maricagem-escondidos-e-sem-direitos”. Logo, permitam-me olvidar os termos “gay”, “lésbica” e “homossexual” e dirigir-me numa linguagem mais compreensível para esta franja da população.

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Pergunta sincera e direta: se já há maricas com filhos em casa e ninguém ousa em tirar a criança ao pai-rabeto/mãe-camionista nem adivinhar que aquela criança vai atracar de popa quando crescer, porquê esta loucura toda à volta da co-adoção, como se afinal a criança precisasse de ter dois pais rotos para ser um futuro panasca?! É mentira: por exemplo, o José Castelo Branco é o único rabilú do casal e no entanto o filho rasgou de cima a baixo.

Eu não partilho da visão que a rabichice é um mal para a humanidade. Sim, Deus fez a Eva e o Adão, não fez a Eva e a Adele. Mas Deus também não deu um pau para o Adão afiambrar nos cornos à Eva, e no entanto não vejo nenhum padre anular casamentos em massa quando o Benfica perde. Se calhar é por, aos olhos de Deus, um casal sem um só. Nessa perspetiva, um gajo no fundo está a fazer auto-flagelação, porque está a bater na própria carne. Tem é sempre o cuidado de escolher aquela parte da carne que não lhe dói.

Mas tentemos admitir que um ajuntamento de borboletas e fufas é uma doença contagiosa – logo aí a coisa faz-me confusão: se a paneleiragem é uma doença, como é que o simples contacto social com sapatões pode transformar uma miúda num pé-grande? Ou isso passa-se pelo ar? Isto é fundamental perceber. Eu tenho dois filhos rapazes e passo pouco tempo com eles. Na maioria do tempo, a educação deles está a cargo de professoras/educadoras que podem gostar de ensinar a lamber carpetes em casa, a saúde é gerida por um pediatra que pode gostar de medir a sua temperatura retal 12 vezes ao dia, o lazer está em programas como os Teletubbies (aquele roxo com o triângulo na cabeça e a pochete no braço não engana ninguém) e até a roupa que eles adoram foi desenhada em rabiscos de um gajo que, ele próprio, é rabisco. Ou seja, os meus filhos estão potencialmente expostos a frutinhas na MAIOR PARTE DA SUA VIDA.

Surpreendentemente, o mais velho só quer jogar futebol e tem de ser proibido de ver pancadaria na TV, e o mais novo tem de ser chamado à atenção porque adora dar palmadinhas no rabo das mulheres e dizer “Eh lá, grandes maminhas!”

Acho que é castigo divino por nenhum dos pais ser homossexual.

Ai, perdão: paneleiro.

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2012 prometia tanto…

Faltam 4 dias para o fim do ano e percebemos isso, não tanto pelas festividades de Natal, até porque este ano, estou em crer, não se notaram muito, mas porque claramente é época de saldos.

O país está à venda e a bom preço. Uma pessoa que tenha uns trocos e seja estrangeira tem aqui uma oportunidade do caraças! Ele é uma TAP baratinha, uma ANA, uma RTPzinha que é um mimo, EDP já não que já foi mas olhe que o resto é tudo do bom e do melhor, oh fregueeesssaaaaaaaaaaaaaaaaa, venha ver, venha ver que é tudo bom e baraaaaaato!

Peço desculpa, entusiasmei-me.

Mas é isto, o país está a retalho, como esta imagem do Google maps mostra.

portugal - sat cópia

Dizem que é a crise, que tem de ser e nós, portugueses, encolhemos os ombros e dizemos para o do lado “Pois se calhar então tem de ser, não sei, não é?”
Dizem que tem de haver aumento de IVA, aumento da taxa de IRS, corte nos subsídios, dizem que é a crise, que tem de ser e nós, agitamos os braços e dizemos “Pois mas se calhar tem de ser, não sei, não é?”.
Dizem que sim e nós dizemos “Pois, se calhar, não sei…”

O que vale é que o ano está a acabar. Ano novo, vida nova… ou se calhar não.
Pior! Se calhar sim e não é para melhor…

Vocês lembram-se quando 2012 prometia tanto? Era como uma paixão a quem demos uma 2ª oportunidade, assegurava que não voltaria a haver abusos, que seríamos bem tratados, nada seria como antigamente e à 1ª oportunidade volta a dar-nos um sopapo na cara.
É como uma criança a quem dissemos “prometes que não estragas?” e ela enquanto ainda acenava que sim já estava a forçar aquilo para o partir.
É como um drogado, que diz “nunca mais” e já está a enfiar a agulha nas veias das pernas porque nas dos braços já não dá.
É como… se calhar já chega.

2012 prometia mas acho que não enganou muita gente. Agora vem aí 2013 e este já parece mais bruto, mais honesto, “Isto não vai ser pêra doce”. Já avisou. Falta saber se 2013 é um ano honesto ou é um mentiroso mais experiente. Porque isto das mentiras tem que se lhe diga e as melhores são as que têm um fundo de verdade mas convenhamos, dizer que não vai ser pêra doce, é muito diferente de dizer que vai ser os 9 círculos do inferno.

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Mas o que vale é que antes disso temos champanhe… espumante, vá. Temos 12 passas, 12 desejos, temos cuecas azuis, tudo é festa, tudo é alegria. Depois das 12 badaladas logo vemos se a pêra não é doce ou se para além de amarga, tem bicho e 605-Forte.

Têm 12 desejos, usem-nos bem.

Feliz Ano Novo

feliz ano novo 1-1

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Os verdes contra os vermelhos

sporting x benfica

Gracinda: Ulha pra eles, a correr de um lado para o outro!

Maria: O quê?

Gracinda: Oh Maria Amélia, chegue-se aqui que o jogo já começou.

Maria: Diga? Ai o jogo já começou? Tá bem, tá bem.
O meu marido é que gosta muito de ver a bola.

Gracinda: Pois, o meu também gosta muito. Tá lá no café, a ver a bola.

Maria: Atão porque é que ele não vê aqui?

Gracinda: Olhe, diz que lá no café vê-se melhor. Que a televisão é grande e… ai que eles matam-se! Olhe que aquilo não se faz. Que bandidos. Podem magoar-se.

Maria: De quê? Não vi.

Gracinda: Então você não viu ali aquele que mostraram ali… não é este. É ESTE, É ESTE AQUI, olhe. Viu? Viu o que ele fez? Repetiram agora a imagem. Ordinarão! A agarrar assim o outro moço? Sujeito a partir uma perna ou um braço!

Maria: Ai credo! Atão pois. Na bola não se pode usar as mãos, nem agarrar. Eu não percebo nada de bola mas isso sei que eu oiço o meu marido dizer. É… ai, como é que o meu António diz que é?

Gracinda: É livre?

Maria: Não. É coiso… É outra coisa, não é bem livre que ele diz. É escassez de alguma coisa mas não ma lembro agora da palavra.

Gracinda: É falta de jeito?

Maria: É isso é, é falta.

Gracinda: Ah pois isso é. Olhe, se estivesse aqui o meu marido dizia logo, “Mete as mãos no…” eu vou dizer rabo mas ele diz outra coisa.

Maria: Ai o meu, quando vê a bola também é danado para as asneiras. Eu até tenho vergonha que os vizinhos oiçam.

Gracinda: Oh, atão e o meu? Não queira saber. Olhe, ainda bem que ele tá no café que assim diz as asneiras à vontade. Aquilo é “fosga-se” para ali, “carvalho” para acolá, ah, ah, ahah, ahah, olhe, oh Maria, eu nem lhe digo nem lhe conto. Ele fica bruto!

Maria: Pois o meu também. Ele é tão educadinho mas perde-se quando vê a bol… olha pumbas. Já meteu um.

Gracinda: Ah pois foi. Pois meteram um, meteram. Olhe, foi os verdes.

Maria: Não. Foram os encarnados.

Gracinda: Olhe que não. Foram os verdes.

Maria: Oh Gracinda, não ateime. Foram os vermelhos. Atão eu não vi?

Gracinda: Oh Maria, não ateime você. Atão não vê que são os verdes que estão ali a festejar?

Maria: Oh, oh, oh… atão mas foi ali aquele de vermelho que lá meteu o corpo e a bola entrou! Só se foi na própria baliza!

Gracinda: Ah, é capaz. Atão mas olhe que para este rapaz festejar é porque foi ele que lá a meteu dentro.

Maria: Nã senhora. Olhe aqui na imagem, olhe, olhe. Agora está a mostrar de outro lado até se vê melhor. Está a ver? Está a ver como foi este de encarnado que meteu a bola lá dentro.

Gracinda: Não sei… Não dá para ver muito bem!

Maria: Olhe que você é de gancho? Atão não se vê tão bem que foi este moço dos vermelhos que lá botou a bola dentro?

Gracinda: Atão mas eu não estou a dizer que não, mas não se vê, pois não?

Maria: Oh, atão mas de que é que eu estava à espera? Vossemecê sempre foi assim.

Gracinda: Assim como?

Maria: Olhe, assim. Sempre a querer ter razão. Já em pequenita era assim.

Gracinda: Onde é que você vai?

Maria: Vou-me embora.

Gracinda: Sente-se aí e beba o chá.

Maria: Era o que faltava! Atão mas agora manda em mim ou quê? Eu sou senhora do meu nariz. Quem manda em mim é o meu marido, não é você.

Gracinda: Olhe que você não muda! Exagera sempre tudo. Só porque eu disse que o moço dos verdes é que lá meteu a bola dentro, você faz este alarido todo?

Maria: Oh, atão você nem percebe nada de bola!

Gracinda: Ai eu é que não percebo nada de bola? Você nem sabe o nome das coisas, lá das faltas ou lá o que é.

Maria: Você é que não sabe.

Gracinda: Você. Você é que não sabe.

Maria: Nã. Você é que não sabe e depois só porque se lembra de uma ou duas coisitas que o seu marido lhe ensinou já julga que é uma conhecedora da bola.

Gracinda: Olhe que você não fala do meu marido.

Maria: Oh, oh, oh… Nem eu quero! Para que é que eu quero falar do seu marido? Aquele bruto? Toda a gente comenta que ele é um bêbado. Sempre por aí, nos cafés a dizer asneiras, é uma vergonha!

Gracinda: Olhe antes o meu marido dizer asneiras mas ser um homem do que ser um mono como o seu. Parece que até precisa de pedir licença a um pé para dar um passo com o outro.

Maria: Olhe que eu não lhe admito!

Gracinda: Mas não admite o quê? O que é que você não admite? Vá vamos lá ver.

Maria: Olhe que você leva uma atarrochada que vai a o nove!

Gracinda: Ai sim?

Maria: Si… olhe já começou a segunda parte!

Gracinda: Olha pois começou! Com esta conversa toda nem nos apercebemos. Sente-se aí Maria Amélia, sente-se aí, vamos ver a segunda parte.

Maria: Vamos lá então… Oh Gracinda, desculpe lá ateimar mas olhe que foram os encarna… ai não! Está ali a mostrar um para os verdes, está! Olhe que vossemecê tinha razão. É dos verdes é.

Gracinda: Pois atão, eu disse-lhe.

Maria: Pois foi. Olhe, que chá é este que é tão bom?

Gracinda: Olhe, é uma mistura qualquer que a minha filha trouxe lá de uma viagem. Ela agora todos os anos vai a um sítio dife… Olhe, meteram outro.

Maria: Oh, não vi! Deixe cá ver a repetição… Ah, agora é que foram os encarnados.

Gracinda: Olhe que não Maria Amélia, olhe que foi este moço de verde.

Maria: Oh Gracinda, não vai começar com isto outra vez, pois não? Atão não viu que foi este moço de vermelho? Este que eu até sei quem é, é o número 7, mete sempre tanto golo.

Gracinda: Olhe que não foi Maria Amélia, não esteje a teimar que foi este moço dos verdes. É 2 golos para os verdes.

Maria: Olhe, PRONTO, ACABOU-SE. Eu, consigo, já não vejo mais a bola. Eu até vim para aqui entreter-me um bocadito enquanto eles vêem a bola mas você parece que tirou o dia para me inquietar!

Gracinda: Oh Maria Amélia atão mas você é pelos vermelhos?

Maria: Eu não sou por ninguém que eu até nem gosto de bola mas atão não se vê tão bem que foi este moço de vermelho, o número 7? Chama-se Cardozo, nunca mais ma esquece que é o nome do meu genro, José Cardoso. Atão não se vê tão bem? Nã, eu vou-me embora que eu não estou para isto. Com você não volto a ver a bola.
E olhe, só para lhe mostrar que tenho razão, aposto que até ao fim do jogo este moço que lá meteu este vai lá pôr mais dois. Até o fim do jogo ele mete lá mais dois, você vai ver.
Adeus e passar bem.

Two old ladies

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Orçamento de Estado Aristocrata – 12 medidas para salvar Portugal

 

 

1. Tarifa de eletricidade aumenta:

a) 30% para católicos. Quem aguenta o 13 de Maio a velinhas aguenta o resto do ano;

b) 60% para a malta dos festivais de Verão. E não digam “Vergonha! E o dinheiro que a gente gasta em banhos e máquinas da roupa?” Não enganem as pessoas.

 

2. Imposto Único de Circulação sobe 30% para quem possua veículos de cor azul cueca, CD’s pendurados no retrovisor e autocolantes ofensivos, como “Se buzinas na fila, é porque à noite queres pila”.

 

3. Os gémeos siameses passam a pagar IRS e IRC até decidirmos se são uma entidade singular ou coletiva.

 

4. Legalização da prostituição em casas com alvará do Ministério da Saúde. Estimula a economia, a saúde pública e o clítoris alheio. As restantes prostitutas serão taxadas a 40% em sede de IAB – Imposto sobre Atividades Bardajonas.

 

5. Somos sensíveis ao aumento do IVA na restauração, pelo que o subsídio de refeição da Função Pública será aumentado em 1 euro por dia.

Simultaneamente vamos criar o Imposto sobre Refeições no valor de 1 euro por dia.

 

6. As rendas serão taxadas apenas a 25%, desde que sejam feitas em tricô.

 

7. Todas as campas nos cemitérios passam a pagar IMI. Ficam isentas as que se prove não serem para habitação permanente.
Por outro lado, benefícios fiscais em sede de IRS para quem permitir que o seu familiar seja cremado por pirómanos. Poupa-se no território e mantém-se os gaiatos distraídos, reduzindo o risco de incêndios.

 

8. Os maçons não beneficiarão de mais deduções no IRS, apesar serem gente que tem muitos irmãos a cargo. Contamos com o vosso sacrifício.

 

9. Introdução da “caixinha da peixeirada” na AR. Cada deputado que se desviar do tema para gritar, ofender ou promover a laracha será penalizado em 50 euros, o que fará com que muitos deputados passem a pagar para trabalhar.

Mantêm-se as refeições exóticas na Assembleia, pois entregaremos o catering a uma família chinesa. Baixam-se consideravelmente os custos e elimina-se o excesso de gatos, cães e pombos da cidade de Lisboa.

 

10. Aumento do tabaco para 20€ por maço, de modo a promover a equidade entre quem dá 1 euro aos arrumadores de carros e quem diz “Ah, só tenho um cigarrinho”.

 

11. Introdução de novo imposto sobre quem evidencie sinais de riqueza, como posse de bens de luxo, uso de casaquinhos com cotoveleiras ou aqueles feiosos gordos que depois andam com gajas para lá de boas.

 

12. Reformados podem escolher entre corte da reforma em 40% ou corte da perna esquerda para receberem pensão de invalidez, o que for mais benéfico para o cidadão. Porque este OE é feito para ajudar o cidadão.


Toni reage à conferência de Passos Coelho

O Cláudio Almeida teve acesso, em primeira mão, à reação de Toni às medidas de austeridade do Governo.

Toni falou em português claro e objetivo, pelo que achamos que nenhum ministro vai perceber nada do que ele disse. É pena.


É o Hassan, car***?!

O que têm em comum 50 Cent, Eminem, Snoop Dogg?

São uns meninos.

 

Macho é o Toni, que canta letras agressivas em pleno Irão. Respect!

 


O meu filho joga E comenta o próprio jogo para o resto da humanidade

Ontem montei secretamente a câmara em casa, para mostrar ao Mundo que os miúdos de hoje em dia são tão “multi-tasking” que conseguem jogar futebol no computador E comentar o próprio jogo ao mesmo tempo.

Ou isso ou tenho de levar o puto ao psiquiatra.


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