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Novas bandeiras de praia

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É o que há… – Les vacances

Tal como na Primavera é tempo das Andorinhas… no Verão, é tempo deles.


É só problemas…

Portugal está a entrar num dos mais complicados períodos da sua história. Como se já não bastasse  a derrota do Benfica no campeonato, a queda do governo socialista, as eleições antecipadas, a vitória de Passos Coelho e a entrada do FMI em Portugal ainda vem agora aí o Verão, com todas as suas problemáticas aterradoras. Eu confesso, estou assustado! E de entre todos os problemas que aí vêm, há um que não me deixa dormir: o Calipo de Morango.

Antes de mais, vou fazer um ponto prévio (estive a ler o Abrupto, hoje): não sou guloso. No entanto, gosto bastante de gelados. De entre todos os gelados, tenho especial apreço pelo Calipo de Morango. Acontece que, ou por terrível perfídia, ou por retorcido sentido de humor do seu criador, o Calipo de Morango é aterrorizante para qualquer homem. O Calipo de Morango, caso não tenham reparado, assemelha-se muito na forma e, em certa medida, na côr, a uma parte da anatomia masculina que, normalmente, está reservada apenas para uso feminino (se vocês forem tementes a Deus nosso Senhor e não um desses transviados que vota no BE). Mas isto, por si só, não constitui o busílis da questão. É que, não contente somente com a gag da forma e da côr, o criador do gelado lembrou-se que, giro giro, era embrulha-lo de tal maneira que, para o degustar, uma pessoa teria de levar a cabo meia dúzia de malabarismos labiais, normalmente semelhantes a um certo exercício sexual, por mim muito apreciado. Ora, isto não se faz! É horrível ir na rua e ver um homem, casado e pai de filhos, com barriga proeminente e bigode farfalhudo a efectuar algo semelhante a um fellatio numa “glande” de gelo. E não é só horrível para ti! O próprio homem, quando nota que o olhas, parece pedir desculpa com o olhar “eu sei… eu sei… mas está tanto calor…” pensará ele.

E depois, todos os Verões é o mesmo. O calor começa a apertar, a boca começa a ficar seca, olho em volta e vejo um café, entro para pedir um gelado, o meu gelado favorito, o Calipo de Morango! Dirijo-me para o balcão, o tempo parece abrandar, o coração começa a bater descompassado, uma gota de suor escorre-me da testa, o dono do café olha para mim de soslaio, quase ouço os seus pensamentos “mais um maricas que vai pedir um Calipo de Morango! No meu tempo não havia nada disto, os homens bebiam vinho, as mulheres não vestiam calças e o Carlos Espada não escrevia crónicas!”, a música de “O Bom, o Mau e o Vilão” entra em cena “fiuiuiu uauaua… fiuiuiu uauauAA!”, um fardo de plantas secas passa ao longe, o dono do café pergunta “o que deseja?”, sinto o chão a fugir de baixo dos pés, a voz falta-me, penso na vergonha de pedir um Calipo de Morango, é então que me sai “uma Super Bock , se fizer favor!”.

E pronto, lá começa mais uma tarde de copos! Maldito sejas criador do Calipo de Morango, pois nos condenas ao alcoolismo!

P.S.- Ao longo deste texto escrevi “Calipo de Morango” 8 vezes, com esta 9. Se, depois disto, a Olá não propuser patrocinio, só poderá ser por pura mesquinhez.


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