A princesa pariu um puto

 

kate

 

A fecundidade, neste caso alheia, está definitivamente na ordem do dia. É a tendência deste verão, nascimentos e sinistros com transportes públicos.

Nasceu no Domingo Maria da Luz, a mais recente produção da ministra Assunção Cristas. Segundo um especialista em assuntos monárquicos que também responde ao consultório sentimental da “Maria” e faz as cruzadas no “Diabo”, Maria da Luz é a pretendente número 6.500.934.127 na linha ao trono britânico. Por via das dúvidas, a mãe já comprou todos os DVD com princesas da Disney, nunca se sabe.

A nossa história de encantar começa há muito tempo atrás, num país muito distante, onde vivia uma futura linda princesa e um príncipe de beleza um bocado relativa, fruto de gerações de consanguinidade. Nós por cá vemos os efeitos dela em qualquer edição do Big Brother ou Casa dos Segredos.

Eu tinha uma fézada neste par real, sempre os achei muito modernaços, a cena do ajoelhanço na cerimónia do casamento abria excelentes perspectivas. E aí está, o primeiro fruto da real linha de montagem, Jorge Luis Alexandre. Dom Duarte observou com escárnio o facto de o royal cachopo ter apenas três nomes próprios, parece um plebeuzito ao lado do seu Afonso de Santa Maria João Miguel Gabriel Rafael. Tadito. Na verdade, o nosso rei a fingir nunca encaixou a ideia de não ter sido convidado para o casamento.

Sou um bocado nabo em questões de protocolo, nunca sei se se pode dizer “parir” ou a realeza tem um verbo próprio. O que interessa é que o trajecto da cegonha não foi fácil, deve ter feito várias escalas. A Rainha-Mãe já estava a ficar arreliada com a demora pois queria ir de férias. Compreende-se a sua impaciência, pois já no momento da concepção pediu a William e Kate que se despachassem porque estava aflitinha para ir à casa de banho. Mas ele aí está, como os outros bebés vai sujar fraldas, mas as fraldas têm monograma.

A Austrália ofereceu um crocodilo bebé ao príncipe, é daquelas coisas que faz sempre falta. Vendo bem, para companheiro de brincadeiras sempre é menos perigoso  que a tia Sarah ou o tio Harry. A primeira prenda do tio vai ser um pijaminha beige com uma suástica bordada, ou não fosse ele um grande apreciador da couture nazi.

 

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De resto, vai ser um miúdo como os outros. As suas primeiras palavras, “Para mim é cidreira sem açucar com um farrapinho de leite”. Como qualquer miúdo vai papar a “Rua Sésamo”, só é capaz de confundir a bisavó Isabel II com o “Poupas” dada a sua pancada pelos vestidos amarelos. Vai fazer perguntas como todas as outras crianças, por exemplo “Mamã, posso ir montar os serviçais com um estribo e dar-lhes chicotadas ou tenho de comer a sopa primeiro?” E não, não poderá sair da mesa para brincar enquanto não comer a sopa, apesar de toda a gente saber como é difícil dizer que não a uma criança que faz olhos de Bambi.

Fora isso é um puto,  apenas um puto.

 

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