Das ilhas Caimão para o convento

Vale tudo

 

João Vale e Azevedo, autor de frases que se tornaram célebres como “Sejamos sérios” ou “Um escudo é um escudo” foi condenado a (mais) 10 anos de cadeia, desta vez por peculato, um dos poucos crimes que lhe faltavam para fazer bingo. A grande novidade é que JVA foi nomeado sacristão do estabelecimento prisional que frequenta, na Carregueira.

Ele foi eleito, o que significa que houve algum, eventualmente até vários reclusos que acharam que ele seria a pessoa indicada para guardar a caixa das esmolas. Isto sim, é um acto de fé. Mas aquela gente vive em que mundo? Não sabem quem é Vale e Azevedo? A Sara Norte teve aulas de dança na prisão, aqueles desgraçados não têm sequer um rádio a pilhas? Provavelmente até tinham, deixaram de o ter com a chegada de Vale e Azevedo.

Logo agora que a Igreja anda tão preocupada em remodelar a imagem, Vale e Azevedo inicia uma carreira como subchefe no clero. À missa na Carregueira assistem meninos de coro como Isaltino Morais, Carlos Cruz, Jorge Ritto e o violador de Telheiras: parece um livro do Lucky Luke em que na primeira fila estão os irmãos Dalton. Será que é um padre a sério a presidir à eucaristia, ou o papel é interpretado por aquele (outro) burlão que apareceu nas notícias há pouco tempo? Castiço seria ter como celebrante o padre Frederico, mas isso já era pedir demais.

Podiam fazer um reality show tipo Big Brother, sempre têm lá mais famosos do que os da TVI que ninguém conhece. O confessionário ia estar sempre cheio. O único problema é que não podia haver expulsões, mas por exemplo iam até ao pátio levantar ferro ou fazer uma tatuagem cheia de swag. Quem sabe se aquelas pobres almas não vão alcançar a redenção? O Senhor move-se por caminhos misteriosos, é bem possível que passe ali perto do Cacém.

Mas as notícias recentes do mundo do crime não se confinaram apenas a Vale e Azevedo. Também com o aspecto de gordo mafioso careca mas substancialmente menos aldrabão, fiquei muito triste com a morte recente de James Gandolfini, ou Tony Soprano. Agora só nos resta o outro Tony, o intérprete de “Sonhos de menino”, mas não é a mesma coisa. O mundo do crime fascina-me, principalmente a Máfia. Dá gosto ver aquela gente trabalhar, porque vê-se que fazem as coisas com brio: homicídio em primeiro grau, burla qualificada, crime organizado. Aposto que se entrarem no quarto de um desses chefes da mafia têm as meias e os boxers em gavetas diferentes e impecavelmente arrumadinhos por cores. Têm tanto de design italiano como eficiência alemã.

Calabresa, napolitana, siciliana. A Máfia só não é muito original a baptizar as suas sucursais, arranja sempre nomes de pizza. Mais valia criarem também uma “Máfia Bacana”, o que seria excelente para as relações públicas e podia ajudar a tirar alguma carga negativa à instituição. O mote da campanha: “Miúdos, a Máfia também pode ser fixe!!”

 

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