O Banquinho do Acompanhante: segunda parte (e última, que a minha vida não é isto)

Banquinho - parte II

Quando embrenhadas numa selva de roupa, as senhoras usam a expressão “É só mais um minuto” ou “É só mais este vestido” com menos convicção que um agarrado jurando a pés juntos que é a última dose. Nestes casos, a salvação e melhor amigo do homem numa loja de roupa feminina é o “Banquinho do Acompanhante”.

Sou um gourmet dos banquinhos de acompanhante, dedico-me a avaliar detalhadamente os banquinhos em cada loja de roupa feminina que visito, leia-se, para onde sou arrastado. Se por norma não comprometem em parâmetros como “Conforto” ou “Proximidade do WC”, inexplicavelmente é raro dar boas notas em “Base para Copos” ou “Vista para Sport TV”. Das várias possíveis localizações para o Banquinho, é sem dúvida a zona dos Provadores que propicia as experiências mais intensas.

Os Provadores. Apesar de levarem no regaço um atrelado de roupa que exige carta de pesados, as senhoras falam sempre com desdém da limitação de peças que podem levar para o Provador. “O quê?? Só posso levar vinte e cinco de cada vez!??”

“A roupa é que não tem bom corte, o meu corpo é perfeito.” Isto é dito na primeira das cinco fases da negação. Nas outras quatro repetem exactamente a mesma coisa, só que mais alto. As senhoras levam sempre pelo menos duas peças para o provador: aquela que corresponde ao seu real tamanho e um outro exemplar do tamanho abaixo, num bonito exercício de esperança. Em relação à política de limitações nos provadores, só acho mal essa ideia de não poderem lá entrar mais de duas pessoas ao mesmo tempo, dada a abundância de recursos humanos para empreender rebaldaria de fino gosto.

Situação complicada de gerir, quando uma cliente faz passagem de modelos no espelho  e pergunta à amiga “Achas que me fica bem esta saia?” Vejamos, nestes casos a reacção natural de um tipo é opinar “Chiça! Com uma tranca dessas…” É compreensível, mas é também de evitar, convém usar de alguma discrição:  muito cuidado para não ser apanhado a avaliar botija alheia, nesta Disneylândia é proibido olhar para o Mickey.

Aqui, a primeira parte do texto. Siga-nos no facebook.


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