O Artista anteriormente conhecido como Winnie the Pooh

 

Há duas coisas que tenho dificuldade em acompanhar: os números do desemprego e as mudanças de nome de Puff Diddy.  Puff Daddy, P. Diddy , Puffy, Sean John, Sean Combs, Winnie the Pooh, não sei qual é o desta semana, tenho visto pouca televisão.

Os artistas mudam muito de nome. Suponho que se trate da necessidade de deixar uma denominação vulgar e abraçar outra mais vistosa que permita sobressair da mediania. Ninguém baptizado Maria Isabel Lopes poderá aspirar a uma ascensão fulgurante na indústria pornográfica. “Maria Isabel Lopes louca de luxúria no quartel dos bombeiros”. Não puxa. No outro lado da barricada, se um dia Lyonce Viktóoria  quiser chamar a atenção com uma mudança de nome, terá de o fazer aí para Maria da Encarnação, ou perto.

No entanto, nem sempre as mudanças são tão radicais. Portugal orgulha-se de ter um recorde do Guiness nesta área,  a alteração de “Fátima Matos Lima” para “Fátima Campos Ferreira” está certificada como a mudança de nome mais aborrecida da História.

 

Fátima

 

Há outras áreas, não necessariamente no campo artístico, em que por vezes é necessária a mudança de nome, sob pena de o indivíduo ficar limitado a um leque restrito de futuras profissões: um indivíduo chamado Florival dificilmente poderá criar grandes expectativas em relação a uma carreira militar. Outro exemplo pouco provável: “Tem a palavra o senhor deputado Crestiano Rónáldo”. O coitado foi condenado à nascença a jogar à bola. O nome permite perceber facilmente se um filho foi desejado, é por isso que ainda hoje se apelidam crianças de “Flávia Alexandra”.

Flávia

 

O fenómeno da nomenclatura alternativa começa com as alcunhas na escola primária, onde um puto sonha ser apelidado de algo tão estiloso como “Poderoso Thor” ou “Incrível Hulk”, mas na triste realidade da sua tenra vida académica tem que lidar com um “Piolhoso” ou  “Badocha”, frequentemente acumulando cargos.

A partir de certas dimensões a nomenclatura já pisa os domínios da toponímia:  Jô Soares, por exemplo, poderia ser considerado uma pequena aldeia. Por outro lado há nomes que podem induzir as pessoas em erro,  como é o caso de “Eduardo Beauté” ou “Lúcia  Piloto”.

Finalmente, importa referir uma situação complexa em que uma pessoa solicita a um terceiro que a enderece com um vasto leque de nomenclaturas  injuriosas,  por um período limitado de tempo. A psicologia chama a este fenómeno “Paradoxo de Ai querido, chama-me pxxx!!!”.

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