Filhos pródigos…

Vocês lembram-se da parábola do Filho Pródigo, na catequese?

Não se preocupem, apesar de estar a falar de catequese não vou trazer a esta conversa o assunto da pedofilia. Até porque era uma catequista muito simpática cujo único prazer era ignorar perguntas sobre as incoerências da Bíblia e mesmo quando ela faltava a única atitude menos correcta do padre era fazer-nos cócegas até não aguentarmos mais e fazermos chichi nas calças. Mas depois era muito divertido porque brincávamos todos ao “Apanha o Pato Donald” que consistia basicamente em estarmos todos fechados numa sala a brincar à apanhada só de t-shirt, sem calças e sem cuecas. O padre estava sempre atrás do púlpito a dizer que estava a mergulhar o Tio Patinhas no cofre das moedas e nós riamos muito, era divertido. Como podem ver nada de mal, apenas brincadeiras inocentes de crianças. Esperem lá…

Agora que já chorei um bocado, aninhado em posição fetal na banheira, com a água quente a correr ao som do Wise up, continuemos.

Lembram-se ou não? Pois claro que não. Hereges.

A Parábola do Filho Pródigo conta a história de um rapaz, o filho mais novo que pediu a sua parte da herança ao seu pai, foi-se embora e gastou a sua fortuna em festas, put@s e vinho verde. Gastou tudo à patrão. Quando o dinheiro acabou, acabaram as festas, os banquetes, os amigos. Envergonhado pela sua situação, procurou trabalho mas o único que encontrou foi a guardar porcos, ele tinha tanta fome que invejava a lavagem que os bichos comiam. Num momento de desespero percebeu que os empregados do pai eram melhor tratados, decidiu voltar para casa e implorar para ser tratado como um empregado pois sabia que já não merecia ser tratado como filho.
O pai, mal o viu, correu para ele, não o deixou falar, mandou os empregados lavarem-no, vestirem-no com as melhores roupas e mandou que se fizesse uma festa, um banquete em homenagem ao regresso do filho perdido.
O irmão mais velho, ao regressar a casa, deparou-se com aquela celebração, ficou chateado pois o irmão partiu com a sua metade, abandonou o pai, gastou tudo e agora ali estava ele a ser tratado como um rei por ter regressado. Ele que tinha ficado e nunca o abandonou, nunca gastou dinheiro, continuava a trabalhar para o pai e nunca foi recebido desta maneira.
O pai disse: “Filho, tu estás sempre comigo, o que é meu é teu mas é justo celebrar o regresso do teu irmão que estava morto e reviveu, o teu irmão que se tinha perdido, encontrou o caminho.”

filho pródigo

Ora posto isto parece-me óbvio que estamos a lidar com o clássico favoritismo dos filhos mais novos: “Filho, tu estás sempre comigo… (e és um chato do caralh#, foscaaa-se! Sais à tua mãe…)”.
E depois há que ter cuidado com isto, o mais novo já estoirou a sua metade, sobra outra, vai ser dividida outra vez? Pois é. O mais novo é um camelo. Não pode ser.

O que não falta por aí é gente que só faz merda, estoira o que tem e o que não tem, são sempre perdoados, têm sempre mais oportunidades e são valorizados.
Quem faz tudo bem, segue as regras, faz tudo como deve ser, não faz mais do que a sua obrigação, é isso? É um: “Por que raio é que isso deve ser celebrado?!”

E o que é que vocês têm a ver com isto, não é? Não sei… talvez isto.

governo

Lá filhos de alguma coisa são…

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One response to “Filhos pródigos…

  • Pericles Pinto

    A nossa estória é diferente. O filho pródigo vive em França, e estoira dinheiro que se farta, mas levou tanto que não precisa de voltar…

    Ainda por cima agora até arranjou um biscate… a vender sangue!

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