Trick ou bolinhós…

Assustados? Não! Bolas…

Hoje é dia 31 de Outubro, para todos os efeitos é um dia como outro qualquer mas afinal não.
Por influência dos Estados Unidos da América, hoje, há quem celebre o Halloween.
Ora e o que é o Halloween? É o dia em que os americanos celebram o dia dos mortos, bem, para dizer a verdade crê-se que a palavra “Halloween” deriva da contracção do termo escocês “Allhallow-even” e que… ah vocês também sabem ir ver coisas à Wikipédia? Então não vos vou maçar com isto e vamos ao que interessa.

O Halloween é a celebração dos mortos e como é que se faz isso? Em Portugal é com missas, incenso, velas, visitas ao cemitério, rezas e uma jantarada para encher o bandulho. Lá fora nos “states” é com enfeites por todo o lado, filmes de terror, festas e distribuição farta de doces e lambarices.
Como é que imitamos os americanos? Com máscaras de carnaval e festas nas discotecas… ou é danceterias? Raios ma partam, tenho de ir à pharmacia que a memória já não é o que era.

Bom mas isto do Halloween não é consensual e porque haveria de ser? Isto de português tem muito pouco e convenhamos o nosso Halloween é muito fraquinho.
Para variar o que nós temos é uma versão rasca do que é feito lá fora. Festinhas fatelas, máscaras caseiras, mal arranjadas e os irritantes convites que não param de aparecer. Onde estão os enfeites em todas as casas? Onde estão as crianças acompanhadas pelos pais, também eles mascarados, a bater de porta em porta? Onde estão as “wild fun parties” com “jello shots” e as “slutty babes” com máscaras bem bardajonas? Não há.

Isto não é português. Esperem que eu vou repetir:
ISTO NÃO É POR-TU-GUÊS.
Portanto não o devemos fazer. Ponto.

Adeus, passar bem e até qualquer dia para comermos um bom hamburgersão, tá?
Vá então. Adeus e beiji… Esperem lá!

Vamos comer um hamburgersão e depois podemos ir ver um filme, daqueles bem portugueses, feitos em Hollywood em que lá no fim, nos créditos, encontramos um nome português e é definitivamente português, não é brasileiro.
E depoi… Esperem lá!

Vemos um filme mas a comer pipocas no cinema. Pipocas e nachos, com cheese, acompanhados por meio litro de Coca-cola, Pepsi, vá. E chocolates e marshmallows e gummy bears… Tudo o que é português.

Agora a sério, de tanta porcaria que importamos e assimilamos, porque não aceitar de bom grado algo que só traz coisas boas? Ai é capitalização de uma festa? Vende-se tudo nos hipermercados? E então? Quem é que vos obriga a comprar?


Nestes tempos difíceis, porque não aproveitar mais uma oportunidade para celebrar, estar com família e amigos, vestir uma máscara/roupa, mesmo que mal amanhada, sair  e divertirmo-nos?
Se já aceitamos comer hamburgers, beber Coca-cola, ver filmes que não nos representam, assimilamos as politicas do “No child left behind” que em português quer dizer qualquer coisa como “Olhe que não se pode chumbar o menino”, a politica de defender o grande capital porque são os “job creators”, já assimilámos tanta porcaria, porque não uma festa que só traz alegria?

A sério. Festas, doces à borla e máscaras de horror? O que há para não gostar? E não sei se já referi, bardajonas. Afinal, cá também as há.
E se mesmo assim, os mais puristas continuarem a não gostar, não faz mal, não precisam dizer “trick or treats”, podem sempre dizer Bolinhos e Bolinhós… mas saiam, apareçam nas festas, a sério, é com cada bardajona… Não sei se já tinha dito. Bardajonas.


Divirtam-se.

*sigam os Aristocratas no facebook: http://www.facebook.com/aristocratas

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