Já percebi que aquilo não é um unicórnio, Rafa.

– Rafa, desta vez estou a falar a sério. Pára lá com isso. Da primeira vez, teve piada, enganaste-me bem enganadinho, admito. Estava 99% certo de que era um unicórnio a sério, até ao momento em que arrancaste o corno e desataste a rir. Como é que eu haveria de saber o que é um unicórnio verdadeiro? É uma criatura mitológica e eu não sou nenhum especialista em mitologia, ando a estudar para ser dentista.

No entanto, isto deixa-me perturbado – estou a olhar para o horizonte e diabos me levem se aquilo não é um unicórnio. Olha para ali. Estás a ver a silhueta recortada pelo pôr-do-sol… Aquilo é o corpo de um cavalo e o corno de um unicórnio. Tem de ser um unicórnio! Argh, porque é que não trouxe a minha máquina fotográfica hoje? Tive de deixar a bateria a carregar, depois de ter ido tirar fotos àquele torneio de mini-golf para caridade, para o meu blogue. Isto é bem mais valioso do que centenas de fotos de mini-golf, mas como é que eu haveria de saber isso antes.

Oi, está a vir para aqui? Não olhes para ele, não estabeleças contacto visual. Se estes unicórnios forem como os lobos, podem ficar intimidados com o contacto visual e entendê-lo como um sinal de agressão. Hm, ainda não tinha pensado na possível ligação lobo-unicórnio. Os unicórnios podem bem mais perigosos do que aquilo que parecem, tal como os lobos. Não. Não penses assim. Não olhes para ele.

Oh não, ele está a relinchar. Estou a ouvi-lo e

Espera um minuto. Os unicórnios não relincham. Os cavalos, sim! Aquilo é um rolo de papel higiénico achatado na ponta. Foi isso que puseste na cabeça do cavalo? Oh Rafa, outra vez? Filha d.. Não, ok. Enganaste-me, outra vez. Aquilo é outro cavalo, não é? Mas onde é que vais buscar tanto cavalo?

Bom para ti. Já gozaste o prato, campeão, podes parar agora. Fui idiota uma vez, fui idiota outra vez. Gostava mesmo era que me dissesses onde vais buscar estes cavalos todos, que é a única coisa que não consigo perceber. Tu vives na cidade, pá. Vou-te dizer o que me enganou desta vez – foi pores o cavalo virado para o pôr-do-sol, a esta distância. É muito difícil perceber o que é real ou falso quando a silhueta é recortada por um pôr-do-sol tão espectacular.

Para ser honesto, ainda bem que não tenho a máquina fotográfica comigo. A não ser… hmm. Quanto mais olho para ele, mais me apercebo do quão bonito é o cavalo. E isso já seria o suficiente para dar uma grande foto. Fónix, agora gostava de ter a máquina comigo outra vez. Quando é que vou poder fotografar um cavalo outra vez, percebes?

A sério, Rafa, onde é que andas a ir aos cavalos, é qu – PUTO, AQUILO É UM UNICÓRNIO A PUXAR UMA CARROÇA?!

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