Facebook para Labregos 2.0

INTRODUÇÃO

Caro leitor

Bem vindo a “Facebook para Labregos 2.0”. Antes de mais recomendo a leitura do primeiro  volume da série. A leitura  mas acima de tudo a compra,  pois tenho seis cachopos filipinos para sustentar. Para mais informação a este respeito consulte  o meu outro manual “Prospecção  de   noivas asiáticas com boa anca parideira para Totós”.

Se o leitor abriu conta há mais de 4 minutos,  já percebeu que esta plataforma tecnológica revolucionária é usada  essencialmente para partilhar fotos de gatinhos a andar de skate e bebés amuados porque amanhã é segunda. As pessoas que antigamente lhe entupiam as caixas de mail com spam de correntes de amizade converteram-se com entusiasmo ao facebook, maravilhados com uma nova ferramenta para aborrecer terceiros em larga escala.

Nestes caso,  em vez de partilhar, o verbo “metralhar”  seria mais adequado.  Trata-se de  partilha em situações  como a de uma amiga que lhe diz “Quero partilhar contigo os meus vídeos caseiros de   Punta Cana,  nos quais   aplico de forma generosa e demorada  óleo de coco no meu  ventre nu”. Isso está bem. No caso das pessoas que “postam” (termo vulgarmente usado) diariamente fotos de gatinhos,   trata-se apenas de gente chata como a potassa, que o leitor deve tratar com o máximo desdém e, quando possível, ser desagradável por forma a desencorajar o comportamento. É isto o facebook, mais duas ou três coisas. Se ainda assim quer saber um pouco mais sobre este mundo, então venha daí.

MURAL

O tratamento do mural de terceiros obedece a uma série de cuidados específicos. Pense sempre que  na prática vai pichar  o muro de uma residência alheia passados muitos anos do PREC, e de como o proprietário se vai sentir quanto a isso. O leitor vai deparar-se frequentemente com seres humanos que acham boa ideia afixar na propriedade de outrém mensagens como:

 “Põe isto no teu mural se tens orgulho em ser mãe/irmã/filho/pai/vizinho/sobrinho-neto/no teu clube de futebol/na forma abnegada como os teus glóbulos brancos combatem as infecções.”

Outra ideia parva que o leitor poderá encontrar:

”Escreva um comentário utilizando uma única palavra para me descrever.  Em seguida, copie esta mensagem no mural de outra pessoa para que ela também possa deixar uma palavra sobre você.”

Ora, é evidente que a pessoa está a convidar o leitor a insultá-la, pelo que lhe deve fazer a vontade. Uma só palavra é um bocado limitador, mas ainda dá para desenrascar qualquer coisa. Se o leitor necessitar de sugestões, pode por exemplo rever o espólio das conferências de imprensa de Toni ou Carlos Queiroz.

EU AMO…

 Tenha algum cuidado na forma como anuncia ao mundo que aprecia qualquer coisa, pois é usual ver cair no exagero. É profundamente irritante ver posts de mulheres que dizem que amam tudo e mais alguma coisa, seja andar de metro ou arroz de feijão com pataniscas, fazendo questão de o lembrar duas vezes por hora. A evitar.

Não perca a terceira edição.

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