Entrevista ao Professor Marques Castro

O Professor Marques Castro é psicólogo, antropólogo, sociólogo, biólogo, investigador e autor. É bastante célebre na comunidade científica, apesar de nenhum dos seus trabalhos ter relevância social. É presença habitual em programas de televisão enquanto perito de assuntos sobre os quais nada sabe mas, porque utiliza palavras caras, todos assumem como verdade o que diz. Falámos com ele sobre a sua mais recente descoberta, a resposta para uma das mais complexas questões da ciência: a origem da homossexualidade.

O Professor Marques Castro é médico, antropólogo, investigador, entre muitos outros títulos. Como conseguiu ser tudo isto e como consegue conciliar estas profissões?

Consegui exercer todas estas profissões devido a um factor: o trabalho. (risos) Não, estou a brincar. Se consegui tudo isto foi graças ao facto de ter dois apelidos, o que me confere automaticamente um estatuto de autoridade. Quanto a conciliar todas as profissões, na verdade não é muito difícil, basta não aprofundar nenhuma das profissões. Ou seja, como abordo tudo o que faço de forma leviana, não me custa nada.

Vamos falar da sua mais recente descoberta. O Professor afirma ter desvendado a origem da homossexualidade, não é verdade?

Não, isso não está inteiramente correcto. Eu descobri a origem da homossexualidade masculina.

Só da masculina? Então e da homossexualidade feminina?

Da feminina não, isso seria uma perda de tempo. Porque razão iria abordar a homossexualidade feminina quando ninguém tem problemas com isso? É sempre agradável observar duas lésbicas a interagirem sexualmente. Investigar isso é um perfeito disparate. O verdadeiro problema é a homossexualidade masculina, uma vez que ninguém aprova esse comportamento.

E quais foram as suas descobertas, Professor?

Como sabe, esta problemática da origem da homossexualidade masculina é investigada há anos. A questão é que todos os investigadores centravam os estudos de causalidade sempre nas mesmas três áreas: a biológica, a psicológica e a social. Todos eles, sistematicamente, sem resultados.

Mas se não é biológica, psicológica ou social, então qual a origem?

É mobiliária.

Mobiliária? Pode explicar?

Claro.  A minha premissa inicial foi: quando é que temos a certeza que um homem é, de facto, homossexual? Quando ele sai do armário. Portanto o homem é normal, entra no armário e depois quando sai já ficou homossexual. Logo, a origem só poderia estar relacionada com os armários. Existe um factor qualquer nos armários que desencadeia a homossexualidade.

E que factor é esse?

Essa foi a parte mais complicada da investigação. Formulei várias hipóteses, todas elas baseadas nos objectos existentes em armários com tamanho suficiente para albergar um homem. Pensei em roupa, toalhas, cabides e até traças. E nada. Foi então que percebi o factor desencadeador: bolas de naftalina.

Bolas de naftalina?

Sim. Quando um homem está trancado num armário não há grande coisa para fazer. Existem apenas duas actividades a praticar: brincar com bolas de naftalina e masturbar-se. E rapidamente se estabelece uma associação inconsciente entre bolas e gratificação sexual. Portanto quando o indivíduo sai do armário já vem com esta associação estabelecida, o que faz com que comece a procurar bolas para manusear de forma a obter a tal gratificação sexual.

Realmente brilhante, Professor. E que implicações poderá ter esta descoberta?

Bom, a implicação mais imediata é a prevenção da homossexualidade masculina. Prevenção primária e secundária.

Pode aprofundar?

A prevenção primária consiste, basicamente, em não deixar nenhum homem ou criança entrar em armários. Para tal, o que aconselho a todos é que não tenham armários em casa. Usem aqueles cabides corridos para pôr a roupa. Este é o método de prevenção ideal. A prevenção secundária prende-se com o cenário de terem armários em casa e, suponhamos, por algum motivo o vosso filho entrar no armário. Aí o que há a fazer é não o deixar sair, embora esta intervenção tenha quase sempre efeitos colaterais.

Que efeitos colaterais são esses?

Ficar com esqueletos no armário.■

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