Euro 2012 explicado às criancinhas (parte 1)

Não foi o Europeu mais emocionante, nem sequer o com melhores golos ou mais polémicas, mas agora que o Euro 2012 já terminou, é urgente deixar registado para as gerações futuras como foi, de facto, este grande evento desportivo.

Assim sendo, e como o Luís Freitas Lobo ainda está a recuperar da crise de orgasmos múltiplos de que foi alvo sempre que a Espanha tocou na bola, cabe-me a mim tal tarefa.

Ora então, cá vai:

Euro 2012 explicado às criancinhas- Fase de Grupos:

 8 de Junho inicia-se o Euro.

Polónia 1- Grécia 1: Primeiro jogo e até nem foi mau de todo, mas começar um Europeu com um Polónia- Grécia é mais ou menos como começar um festival de Verão com um concerto de Manuela Bravo.

Rússia 4 -Rep. Checa 1: Um segundo jogo que trouxe muitos golos e alguma emoção aos adeptos, mas que ficará para a história por ter chateado o Pacheco Pereira, e chatear o Pacheco Pereira é sempre uma coisa que deve ser comemorada com estardalhaço.

9 de Junho

Holanda 0 -Dinamarca 1: A Dinamarca torna-se a primeira selecção a surpreender no Euro e os jogadores da Holanda tornam-se a prova de que, se calhar, não foi boa ideia tornar as Coffeeshops exclusivas para holandeses…

Alemanha 1- Portugal 0: O primeiro jogo da nossa selecção. Entrámos forte no jogo, logo com os nossos comentadores a chamar “canção” ao hino da Alemanha, mas fomos perdendo garra e aos 15m ainda ninguém tinha chamado nazi ao Schweinsteiger.

Portugal alinha com Postiga a titular, o que é como tentar abater um tanque militar com uma fisga, João Pereira mostrou que a nível defensivo tem a consistência da ponte de Entre-os-Rios e no final do jogo percebemos que afinal esta Selecção era a que melhor nos representava como povo, pois tal como nós só começou a trabalhar quando já era tarde de mais.

Surgem algumas críticas a Paulo Bento por não ter metido Cristiano Ronaldo a jogar.

10 de Junho

Espanha 1-Itália 1: Um dos melhores jogos de todo o Europeu, se bem que acho estranho terem deixado o Barcelona entrar numa competição de selecções…

Na Itália, Pirlo destaca-se pela positiva e mostra mais classe que aquele senhor que se recusou a usar colete salva-vidas no filme Tianic só porque não condizia com o fato e fica-se com a certeza que o número que Balotelli usa na sua camisola é, de facto, o resultado do seu teste de QI.

Rep. Irlanda 1 -Croácia 3: Até foi um bom jogo, mas depois de um Itália-Espanha, ver este Croácia-Irlanda é como jantar com Scarlett Johansson e de seguida pinar a Manuela Ferreira Leite…

11 de Junho

França 1 –Inglaterra 1: Duelo interessante entre estas duas selecções. Tanto a nível desportivo como a nível de escândalos sexuais. Boa exibição de Platini na segunda parte.

Ucrânia 2- Suécia 1: Shevchenko torna-se o primeiro homem a marcar um golo no Europeu usando fralda para adultos.

12 de Junho

Grécia 1- Rep. Checa 2: Jogo onde os guarda-redes foram os protagonistas. A Grécia teve de substituir o seu, mas acaba o jogo com a sensação de que se calhar a coisa tinha corrido melhor se tivesse entrado em campo um prato de torresmos.

Petr Čech mostrou que, para além do capacete, devia ter entrado em campo também com uma bengala e uns óculos de sol.

Polónia 1 –Rússia 0: O treinador da Rússia bem pode agradecer a Deus o facto Deste não ter permitido que Estaline ressuscitasse …

13 de Junho

Dinamarca 2- Portugal 3: Jogo muito intenso com Bendtner a entrar feio sobre Pepe logo no início, esquecendo-se de que espicaçar Pepe faz tanto sentido como ir fazer Ski para um campo minado.

João Pereira mostra que a nível defensivo tem a utilidade de um colete salva-vidas num avião, Varela assume o papel de Mantorras português.

Paulo Bento continua a deixar Cristiano Ronaldo de fora da convocatória.

Holanda 1 –Alemanha 2: Alemanha volta a vencer e fica-se com a sensação de que o ambiente no balneário da Holanda é tão saudável quanto uma prostituta tailandesa.

14 de Junho

Itália 1 –Croácia 1: Pirlo…

Espanha 4- Rep. Irlanda 0: Del Bosque explica finalmente a Torres que o objectivo do jogo é introduzir a bola naquela coisa rectangular chamada “baliza”.

15 de Junho

Suécia 2- Inglaterra 3: Segundo dizem foi um grande jogo, mas depois de terem filmado as adeptas da Suécia tive de ir à casa de banho e acabei por não ver mais nada…

Ucrânia 0 –França 2: O jogo teve de ser parado devido à chuva intensa que se abateu sobre o relvado, o que sinceramente, não percebi. Lá se perdeu uma boa oportunidade de obrigar os franceses a tomar banho…

16 de Junho

Grécia 1 –Rússia 0: Grécia mantém-se no Euro. Eis uma coisa que não se ouve todos os dias…

Rep. Checa 1 -Polónia 0: Polónia perde e fica fora. O que vale é que dá para irem a pé para casa.

17 de Junho

Portugal 2 -Holanda 1: Entrámos mal no jogo, com a nossa defesa a transmitir a mesma segurança que o exército francês durante a Segunda Guerra Mundial, mas conseguimos dar a volta e ganhar com justiça.

Nani oscilou entre uma exibição à Postiga e uma exibição à melhor jogador de “parede” do mundo.

Paulo Bento deixou as teimosias de lado e finalmente meteu Cristiano Ronaldo em campo, que acaba por marcar dois golos e mostrar que se tivesse jogado a titular nos outros dois jogos, se calhar já tínhamos sido apurados.

Holanda termina o Europeu sem fazer um único ponto. Chuuuuuuuuupeeeeeeeeemmmmm, Holandeses! Tiraram-nos o domínio do oriente? Nós tiramo-vos o Euro… e com o Postiga a titular!

Dinamarca 1 -Alemanha 2: Alemanha faz o pleno. 3 jogos, 3 vitórias, 3 mortos de ataque cardíaco depois de verem imagens da Merkel a sorrir.

18 de Junho

Croácia 0 -Espanha 1- Espanha venceu tranquilamente, segundo me disseram. Eu adormeci a contar os passes do Xavi para o Iniesta.

Itália 2 -Rep. Irlanda 0- Jogo que fica marcado pela boa disposição e entusiasmo dos adeptos Irlandeses na bancada e por Balotelli ter entrado a 15 minutos do fim e não ter sido expulso.

19 de Junho

Suécia 2 -França 0: Zlatan marca o melhor golo do torneio e França ressente-se da falta do seu melhor criativo, Platini.

 

Inglaterra 1-Ucrânia 0: Inglaterra vence e permite a passagem à França. Platini estreia-se a marcar no Euro e torna-se o único jogador europeu a jogar por duas selecções na mesma competição. Fica a ideia de que ter árbitros de baliza em jogo, ou faqueiros de 28 peças, é igual.

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