O Fim da Humanidade

A religião não é um tema que me ocupe muito tempo do meu dia-a-dia, assim como não vou a missas, da mesma maneira que não vou a comícios nem a arruadas, nem a jogos de futebol, nem a desfiles de moda, nem a touradas, nem a festas swing, em suma, nada que meta muita gente, ou muita confusão, não contem comigo. Aliás, consegui ir da 1ª classe ao 12º sem nunca ter sido baptizado, algo notável tendo em conta que frequentei sempre colégios católicos. Eu achava-me um rebelde, as freiras olhavam-me como um proscrito, alguém que não vai frequentar os mesmos lugares que elas, alguém que na Eternidade, não poderá entrar no Paraíso. Fiquem sabendo que eu sei que entro no Paraíso quando quiser, ainda na Quinta-Feira lá estive, mas as pessoas continuam a insistir chamar-lhe Elefante Branco.

Posto isto, aproveito para falar do líder religioso da Igreja Católica, o representante de Deus na Terra, o Papa. Ao que parece o grande líder disse que “as políticas que apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo,  ameaçam o fim da Humanidade”. Ora eu não sou adepto de relações entre pessoas do mesmo sexo (a não ser que seja entre 3 ou mais jovens belas e dotadas de feminilidade = mamas), aliás, não sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo… mas não tem nada a ver com as escolhas sexuais, eu apenas não sou a favor do casamento, seja hetero, homo, ou o que for. O casamento, nos dias de hoje, tem grandes hipóteses de resultar em cliché, e quando digo cliché, estou a referir-me ao divórcio. Mas o que me incomoda mais é pensar que um acto de amor entre duas pessoas, possa redundar no fim da Humanidade. Só se for por os casais de homossexuais não se poderem reproduzir, não ajudando a povoar o Mundo, mas não faltam crianças a precisar de adopção, até porque a Angelina Jolie começa a não ter capacidade para acolher mais.

Resumindo, o Papa lidera uma organização onde  celibato é regra e a reprodução não existe, mas acha que casais do mesmo sexo vão originar o fim da Humanidade? A verdade é que mais depressa me vejo numa relação com uma pessoa do mesmo sexo, que me vejo rodeado de criancinhas de forma, quasi, criminosa. A sorte é que o Papa também não faz nada disso…

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