Mulheres…

Considero-me um gajo bastante inteligente (e também extremamente bonito e talentoso), mas há certas coisas que não entendo, como por exemplo:  as equações de Navier-Stokes; como é que o pessoal da Ilha da Páscoa não percebeu a porcaria que andava a fazer; o Ricardo Pereira ter uma carreira televisiva, etc. Apesar de ficar irritado por não entender estas coisas, não é algo que me tire o sono, pois não tenho contacto com elas diariamente (se bem que já discuti as equações de Navier-Stokes com meia dúzia de taxistas). No entanto, há uma coisa que eu não entendo e com a qual tenho contacto diariamente, o que acaba por ser irritante e frustrante: as mulheres!
É verdade, não consigo entender as mulheres… não consigo entender como é que uma gaja que é capaz de fazer uma placagem mais dura que as do Chabal para apanhar o buquê num casamento; que é mais feroz que uma leoa quando vai aos saldos; que gosta de espremer pus das costas de outras pessoas diga que os homens é que são violentos e que só gostam de violência! Assim como também não entendo que paranóia é essa com as flores. Para vocês, mulheres, um gajo estava bem era a oferecer-vos um jardim novo todos os dias. E porque raios é que passam a vida a reclamar “ai… e não és romântico… e nunca me dás flores… e coiso” e quando um gajo vai, finalmente, todo pimpão com uma flor na mão para vos dar, a primeira coisa que dizem é: “O que é que fizeste? Ãh? Porque é que me estás a dar uma flor?! Com quem é que andaste metido?!”
E porque é que estão sempre a reclamar que o vosso namorado só vê futebol, que o vosso namorado devia ser mais carinhoso, que o vosso namorado passa o dia a beber cerveja com os amigos e que tem que mudar, mas quando ele realmente muda põe-se com “já não é o homem por quem me apaixonei…”?
E como é que depois de arrancarem com uma pinça os pelos das sobrancelhas, depois de vestirem um vestido dois números abaixo do vosso e dentro do qual mal conseguem respirar, depois de dançarem a noite toda com sapatos apertados e com um salto de 15cm mais fino que um lápis de carvão Noris nº2 ainda são capazes de discutir com um gajo que goste de dar umas palmadas quando estão na brincadeira?
E não consigo entender o fascínio das mulheres por pontos de encontro! Quando se vai a algum lado com uma mulher tem sempre de se marcar um ponto de encontro, para o caso de se perderem um do outro. Porquê? Alguma mulher me pode explicar esta obsessão? É que com vocês, a ida a qualquer local com mais que 4 metros quadrados parece o Desaparecido em Combate, um gajo fica sempre com a sensação de que a qualquer momento vai entrar um helicóptero com o Chuck Norris para nos resgatar.
Outra coisa que não consigo entender, nas mulheres, é a sua assombrosa necessidade de falar. Falar, para uma mulher, é tão importante e necessário como respirar. Ela pode não ter nada para dizer, não ter histórias para contar, mas não é isso que a vai impedir de passar 3 horas ao telemóvel com a amiga. Também é por isso que uma mulher, para contar a outra uma coisa tão simples como “hoje à tarde fui ao café” diz: “estava em casa, depois apeteceu-me ir beber um café, fui ao armário e sabes? Estava num daqueles dias em que não sabia o que vestir… experimentei aquele vestido verde, sabes?… sim, esse mesmo, aquele daquela loja, sim… mas hoje não me estava a cair bem… depois ainda experimentei aquele preto… sabes pois! Aquele que comprei nos saldos, no Porto… não, esse comprei em Coimbra, nos saldos…. pois, estás a ver como sabes!?! Mas também não levei esse, experimentei o vermelho com os sapatos pretos, mas era muito provocante para usar de tarde… depois acabei por ir com aquela saia preta com a leggings e o top rosa com o casaquinho preto. Depois quando ia para sair de casa, não encontrava a chave do carro.. olha, nem queiras saber … corri tudo à procura delas! Fui ao quarto de banho, ao armário, até ao frigorífico! Sabes onde estavam? No chaveiro! Não é incrível?! Hahaha! Pois é… Pois, depois ainda fui pôr gasolina, está cara não está?!… Mas já viste o gajo novo da gazolineira?! Lindo de morrer, até me deu os calores!Ah, e é verdade… sabes quem é que eu vi lá gasolineira? A cabra da Carla… sim, aquela que andava com o João, primo da Marta…” 40 minutos depois “Sim… isso mesmo.. Olha, e depois fui ao café!”.

E as feministas?! Essas é que não consigo mesmo entender… Primeiro querem ser tratadas como os homens, mas depois ficam ofendidas quando um gajo quer dividir a conta do jantar… Depois, não querem que os homens sejam condescendentes com elas, mas ficam lixadas se um gajo não lhes abre a porta para passarem… Reclamam que os homens só querem as mulheres para cozinhar e serem donas de casa e que as tratamos como pessoas fúteis, mas no Natal compram para as irmãs e sobrinhas mais novas a Nova Cozinha da Barbi, um bebé que faz chi-chi, o novo Centro Comercial da Polly, etc… Fazem manifestações para a igualdade no trabalho, mas se um gajo lhes passa uma picareta para a mão gritam “exploração feminina!. Sinceramente, nunca sei como me comportar à frente de uma feminista…

Aaaah! Heterossexualidade, és a minha maldição!

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