gusa

O animal recolhe-se na lâmina.
Sobreleva-se do que sangra.

Não há resistência ou retracção.
Ele é agora a extremidade viva
de uma metalurgia brutal,

a mecânica vocalização do horror.

Canta-se na raíz do bafo.

Sobre a coalescência do sangue
a blasfémia e a sua têmpera.

O homem à beira do abismo,
projecta-se na sua heresia.

Mas uma coisa lhe acalma a dor.

A lembrança da punheta de pés
aliviada na noite anterior.

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